O DANÇARINO DO DESERTO

O DANÇARINO DO DESERTO

(Desert Dancer)

2013 , 104 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 16/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard Raymond

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Croker

    Produção: Izabella Miko, Luis Astorquia, Pippa Cross, Richard Raymond

    Fotografia: Carlos Catalán

    Trilha Sonora: Benjamin Wallfisch

    Estúdio: CrossDay Productions Ltd., Head Gear Films, Lipsync Productions, May 13 Films, Morocco Film Assistance

    Montador: Celia Haining, Chris Gill

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Akin Gazi, Bamshad Abedi-Amin, Davood Ghadami, Freida Pinto, Hamza Kadri, Makram Khoury, Marama Corlett, Mourad Zaoui, Nazanin Boniadi, Neet Mohan, Reece Ritchie, Richard David-Caine, Simon Kassianides, Tolga Safer, Tom Cullen

  • Crítica

    15/04/2015 09h15

    Regime opressor é um contexto que já garante algum envolvimento da plateia. Por essa razão, as eleições fraudadas no Irã em 2009 são um cenário frutíferos para dramas reais. Assim foi com 118 Dias (2014), protagonizado por Gael García Bernal, e assim é com O Dançarino do Deserto, cujo maior nome no elenco é Frieda Pinto (Imortais).

    O tal dançarino do título é Afshin (Gabriel Senior), que tomou contato com dança na infância, quando assistia a filmes hollywoodianos proibidos no Irã, como o caso de Dirty Dancing - Ritmo Quente (1987). Mostrar publicamente seu amor por essa expressão artística é algo perigoso, uma vez que dançar é uma atividade proibida pela Polícia Moral – e há quem ache a premissa de Footloose - Ritmo Louco (1984) absurda. O garoto encontra santuário em um centro cultural, onde conhece teatro, música, literatura e dança, claro.

    Com um salto temporal, chegamos à vida adulta de Afshin (Reece Ritchie, de Hércules), agora um universitário em Teerã. Com seus novos amigos, ele funda um grupo de dança clandestino. Os ensaios acontecem em um prédio abandonado e é nesses encontros que conhece Elaheh (Frieda), por quem nutre sentimentos românticos.

    A moça é filha de uma ex-dançarina, que fez muito sucesso antes do Irã se transformar em uma teocracia. A história de vida de Elaheh funciona como ponte entre o viés político e sentimental de O Dançarino do Deserto.
    Na universidade, Afshin também entra em contato com outras novidades, como casas noturnas e conexões ilegais com a internet. É assim que consegue acessar o Youtube e vasculhar melhor o mundo da dança em uma das cenas mais tocantes do longa.

    As sequências de dança dos personagens são bem dirigidas e colaboram para o sucesso da receita emotiva do filme. Há também uma certa tensão, pois existe o medo permanente de que as autoridades descubram as atividades subversivas do protagonista. Essa faceta tem seu ápice quando Afshin se cansa de apenas ensaiar e decide organizar uma apresentação pública do seu grupo no meio do deserto.

    Se o lado emocional do filme está calibrado, a estrutura esquemática do fraco roteiro transpira inocência. Por outro lado, por narrar uma história real e emocionante, esse deslize é minimizado.

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