O DESPERTAR

O DESPERTAR

(The Awakening)

2011 , 107 MIN.

Gênero: Terror

Estréia: 10/02/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nick Murphy

    Equipe técnica

    Roteiro: Nick Murphy, Stephen Volk

    Produção: David M. Thompson, Julia Stannard, Sarah Curtis

    Fotografia: Eduard Grau

    Trilha Sonora: Daniel Pemberton

    Estúdio: BBC Films, Creative Scotland, Lipsync Productions, Origin Pictures, Scottish Screen, StudioCanal

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Adam Thomas Wright, Alfie Field, Anastasia Hille, Andrew Foster, Andrew Havill, Andy Callaghan, Anthony DeSando, Ben Greaves-Neil, Cal Macaninch, Charlie Callaghan, Daniel Pirrie, Diana Kent, Dominic West, Ewan Andrew Walker, Felix Soper, Ian Hanmore, Imelda Staunton, Isaac Hempstead Wright, James Kirkham, John Shrapnel, Joseph Mawle, Katie Hart, Lucy Cohu, Nicolas Amer, Rebecca Hall, Richard Durden, Shaun Dooley, Sidney Johnston, Spike White, Steven Cree, Tilly Vosburgh

  • Crítica

    06/02/2012 21h00

    Pessoas fragilizadas pela perda de um ente amado são vítimas fáceis de aproveitadores travestidos de paranormais na Europa do pós-Primeira Guerra. Florence Cathcart (Rebecca Hall), ela mesma vítima da guerra - seu noivo também foi morto na frente de batalha – luta para desmascarar os golpistas que exploram a boa fé daqueles que buscavam algum alento para a dor. Ela é a protagonista de O Despertar, longa de estreia de Nick Murphy que bebe na fonte de produções como Os Outros e O Orfanato, mas que fica aquém destes muito em função de um desfecho fraco.

    A trama de O Despertar tem sua primeira meia hora desenvolvida com habilidade, o que resulta na apreensão da atenção do espectador logo nos primeiros minutos de projeção. A sequência de abertura faz uma ótima apresentação da personagem Florence, para logo depois a vermos sendo contratada para desvendar a morte de uma criança num colégio para meninos e, paralelamente, a suposta aparição de um fantasma. Na busca pela verdade ela conta com a ajuda do Sr. Mallory (Dominic West), funcionário da escola onde ocorre a tragédia, e da governanta Maud Hill (Imelda Staunton, sempre eficiente).

    O longa segue a senda da narrativa convencional, com começo, meio e fim bem delimitados em três sequenciais. Mesmo convencional e invocando velhos clichês, o filme de Nick Murphy é bem conduzido e galga com harmonia níveis crescentes de mistério e tensão, abrindo à audiência um leque de possibilidades para seu final. É justamente aqui que está o problema de O Despertar. Sua conclusão é um tanto decepcionante, pouca criativa, o que deve gerar certa frustração àqueles que embarcam na trama na qual se destacam as boas atuações e a ambientação e atmosfera perfeitas criadas pelo elogiável trabalho de direção de arte somada à fotografia drenada de cor, quase monocromática, de Eduard Grau (de Enterrado Vivo).

    Apesar da escorregada ao final, do sentimento de déjà vu que produz de tempos em tempos, ainda assim O Despertar é bom entretenimento para quem curte filmes sobre fantasmas e mistérios sobrenaturais. Há ótimos momentos, como a aterrorizante sequência da casa de bonecas. Outros, no entanto, deixam a desejar. Na média há material suficiente no filme para manter o espectador desperto, sem trocadilhos.

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