O DIA EM QUE A TERRA PAROU (2008)

O DIA EM QUE A TERRA PAROU (2008)

(The Day the Earth Stood Still)

2008 , 106 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 09/01/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Scott Derrickson

    Equipe técnica

    Roteiro: David Scarpa

    Produção: Erwin Stoff, Gregory Goodman, Paul Harris Boardman

    Trilha Sonora: Tyler Bates

    Elenco

    Aaron Douglas, Alisen Down, J.C. MacKenzie, Jaden Smith, Jennifer Connelly, John Cleese, Jon Hamm, Kathy Bates, Keanu Reeves, Mousa Kraish

  • Crítica

    09/01/2009 00h00

    A cada refilmagem que surge no circuito comercial, uma pergunta sempre vem à cabeça: "Por que os estúdios insistem em readaptar histórias já contadas?". O Dia em que a Terra Parou, remake da ficção científica produzida há 58 anos, não foge à regra e nos faz pensar a razão de adaptar o longa para os dias de hoje.

    A versão original, lançada no contexto da Guerra Fria (Estados Unidos de um lado, União Soviética de outro), tornou-se uma referência no gênero sci-fi. A direção tinha a assinatura de Robert Wise (Amor, Sublime Amor), duas vezes premiado com o Oscar. Protagonizaram o longa o britânico Michael Rennie (A Brigada do Mal) e Patricia Neal (vencedora de uma estatueta por O Indomado). Na história, o alienígena Klaatu (Rennie) é mandado à Terra para alertar os humanos do perigo iminente, mas sua mensagem é mal interpretada pelas autoridades, que passam a persegui-lo. Os únicos que acreditam em sua missão é a humilde Helen Benson (Neal) e o professor Barnhardt (Sam Jaffe), um cientista renomado.

    Na refilmagem, o contexto político é jogado para escanteio e o diretor Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose) aposta cegamente nos efeitos especiais e faz drásticas mudanças na trama. Dessa vez, Klaatu vem salvar o planeta da ação predatória dos próprios seres humanos. O personagem do professor Barnhardt se resume a uma cena, a mocinha Helen Benson (Jennifer Connely) se transforma na cientista que dialoga com o alienígena e o garoto Bobby Benson se transforma em Jacob Benson (Jaden Smith). A questão é se os humanos merecem uma nova chance ou não.

    Os efeitos especiais são, disparados, a coisa mais interessante do longa. O problema é que um filme não se faz apenas de parafernália tecnológica. Ao longo dos 103 minutos de duração, O Dia em que a Terra Parou torna-se desinteressante. A trama é previsível e não fica muito difícil de adivinhar que tudo vai acabar bem.

    O segundo problema é a interpretação de Keanu Reeves. Novamente, o ator prova que é merecedor das seis indicações que já recebeu ao Framboesa de Ouro, o anti-Oscar que "premia" os piores do ano. Reeves não tem energia no filme. Aperta o piloto automático e dá uma cara carrancuda ao seu personagem do início ao fim. Se Klaatu está nervoso com os seres humanos, Reeves está de cara amarrada; se seu personagem está feliz com uma possibilidade de salvação dos humanos, o ator continua com a mesma cara amarrada.

    O terceiro problema é a ligação que o diretor tenta estabelecer com a versão original do filme. Derrickson refilma a cena em que Klaatu encontra o cientista Barnhardt e lhe ensina a solução de uma complexa equação. O problema é que no filme de 1951, o alienígena procura incessantemente o cientista por acreditar que ele seja o único a entender o propósito de sua visita à Terra. A cena é uma consequência dos passos de Klaatu em nosso planeta. No remake, Barnhardt aparece repentinamente e se resume apenas a essa cena, que fica perdida no meio do filme e pouco sentido terá para quem não viu a versão original. É um exemplo dos buracos do roteiro que, gradativamente, reduzem o interesse do espectador pelo filme.

    A refilmagem de O Dia em que a Terra Parou só nos faz confirmar que poucos são os remakes bem-sucedidos, como Os Infiltrados, e nos faz temer as refilmagens que ainda estão por vir, como a parceria Steven Spielberg-Will Smith em Oldboy ou Nasce Uma Estrela, que terá a terceira refilmagem, na qual cogita-se até um papel para Beyoncé Knowless.

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