O DIÁRIO DE UMA BABÁ

O DIÁRIO DE UMA BABÁ

(The Nanny Diaries)

2007 , 105 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 11/01/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Pulcini, Shari Springer Berman

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Pulcini, Shari Springer Berman

    Produção: Candace M. Taylor, Richard N. Gladstein

    Fotografia: Terry Stacey

    Trilha Sonora: Mark Suozzo

    Elenco

    Alicia Keys, Chris Evans, Donna Murphy, Georgina Chapman, John Henry Cox, Lewis Payton Jr., Nicholas Art, Paul Giamatti, Scarlett Johansson, Sonnie Brown

  • Crítica

    11/01/2008 00h00

    Pela primeira vez, a dupla Shari Springer Berman e Robert Pulcini - de O Anti-Herói Americano - dirige um trabalho totalmente ficcional. O Diário de uma Babá é baseado no divertido best seller homônimo de Emma McLaughlin e Nicola Kraus. Mas, infelizmente, a adaptação para as telas não soa tão divertida quanto a obra literária.

    A história gira em torno da recém-formada Annie Braddock (Scarlett Johansson). Ela vive no subúrbio de Nova York e sonha em se tornar uma antropóloga, apesar de sua mãe não aprovar a idéia. Em Manhattan, ela conhece a sra. X (Laura Linney) numa situação um tanto quanto incomum. Ela é uma típica grã-fina da ilha nova-iorquina. Mãe do pequeno Grayer (Nicholas Art), está desesperada para conseguir uma nova babá para o menino para conseguir cumprir seus "compromissos sociais", como fazer compras, ir a reuniões com outras "madames" e ir ao salão de beleza. Já Annie está desesperada em conseguir encontrar um lugar na sociedade. E é somente no desespero que essas duas personagens tão diferentes entre si acabam tendo seus destinos unidos, quanto a jovem aceita cuidar de Grayer. Nesse momento, dois mundos opostos se chocam enquanto a babá se esforça como pode para conseguir criar a criança enquanto seus pais não se importam em se manter afastados nesse período tão crucial na vida do menino.

    O Diário de uma Babá dá uma ênfase maior no choque social formado no encontro das duas protagonistas. A situação é capaz de criar diversas situações cômicas, porém exageradas e inverossímeis. Na verdade, não existe um compromisso com a realidade na construção da trama, muito pelo contrário. Pela história ser narrada por Annie, suas fantasias e aspirações são fio condutor da história. O filme ainda trás algumas referências ao maior clássico em se tratando de "filmes sobre babás", o musical Mary Poppins (1964), mas nem chega aos pés de se tornar tão marcante quanto a colorida produção da Disney.

    Shari Springer Berman e Robert Pulcini haviam trabalhado com documentários antes de O Diário de uma Babá (O Anti-Herói Americano não é uma produção do gênero, mas conta com entrevistas com os personagens reais que inspiraram a história contada, aproximando o filme a um trabalho documental) e o desenvolvimento de um olhar antropólogo na narrativa da personagem - inexistente no livro - dialoga diretamente com o interesse cinematográfico dos diretores.

    Pela abordagem comum, O Diário de uma Babá não se diferencia muito em relação às comédias que apresentam esse choque de mundos, como O Diabo Veste Prada, ou mesmo com produções que trazem heroínas atrapalhadas, como O Diário de Bridget Jones. Este filme tem ambas as características, mas não se destaca. É simpático e engraçado, no máximo, e o carisma de Scarlett certamente ajuda nessa função, mostrando que a jovem atriz deveria explorar mais sua veia cômica.

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