Poster filme

O DUPLO

(The Double)

2013 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 26/02/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard Ayoade

    Equipe técnica

    Roteiro: Avi Korine, Richard Ayoade

    Produção: Amina Dasmal, Robin C. Fox

    Fotografia: Erik Wilson

    Trilha Sonora: Andrew Hewitt

    Estúdio: Alcove Entertainment

    Montador: Chris Dickens, Nick Fenton

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Andrew Gruen, Bruce Byron, Cathy Moriarty, Chris O'Dowd, Christopher Morris, Craig Roberts, Dirk Van Der Gert, Donal Cox, Gabrielle Downey, Gemma Chan, J. Mascis, James Fox, Jesse Eisenberg, Jon Korkes, Karima Riachy, Kierston Wareing, Kim Noble, Kobna Holdbrook-Smith, Liam Bewley, Lloyd Woolf, Lydia Ayoade, Mia Wasikowska, Morrison Thomas, Nathalie Cox, Noah Taylor, Paddy Considine, Phyllis Somerville, Sally Hawkins, Stuart Silver, Susan Blommaert, Tim Key, Tony Rohr, Wallace Shawn, Yasmin Paige

  • Crítica

    25/02/2015 14h58

    Adaptação ao cinema do clássico do russo Fiódor Dostoiévski, O Duplo ousa e dá nova roupagem para a história original. O responsável pela ousadia é Richard Ayoade, diretor e comediante ainda em início de carreira que dublou a animação Os Boxtrolls. Ayoade investiu em um roteiro que mantém a premissa da obra publicada em 1846, mas pinta cenários e atuações com um jeito pop, embora mantenha o aspecto sombrio de seus personagens.

    O Duplo é estrelado por Jesse Einsenberg (A Rede Social). Ele é Simon, um tímido e desolado trabalhador de uma grande corporação. Ele mora sozinho, a mãe está internada em um abrigo para idosos e sua principal preocupação é tentar se aproximar de Hannah (Mia Wasikowska, de Alice No País Das Maravilhas). 

    É então que surge um novo funcionário em seu local de trabalho: James, o oposto de Simon: confiante, carismático e sedutor. Para o horror do protagonista, James começa a tomar conta de sua vida e conquistar o que ainda lhe resta. É mais ou menos o que Denis Villeneuve já mostrou em O Homem Duplicado, mas lá baseado em texto de José Saramago.

    Embora o filme brinque com o existencialismo e seja uma versão exagerada da vida contemporânea dominada pelo trabalho diário repetitivo, o roteiro se perde na tentativa de tratar sobre tantos temas. O Duplo acaba sendo um pastelão ambientado em um mundo distópico, sombrio e recheado de pequenos exageros estéticos, como suas cores ocres ou seu jeito obsoleto. A trilha sonora que mistura música clássica com sintetizadores típicos dos anos 80 e sons de bandas pop irritantes, criam um ambiente claustrofóbico do qual muitas vezes o próprio espectador pode parecer disposto a escapar.

    O trabalho ganha força com a grande atuação de Einsenberg, carismática e por vezes tão bem-humorada como os espaços do roteiro parecem permitir. Mas a edição é imprecisa, o que impede que o ponto central dessa história - a oposição entre o que podemos ser e aquilo que gostaríamos de ser - ganhe profundidade. A oposição entre o personagem e seu duplo também parece relativamente rasa.

    Ayoade está ganhando espaço com sua estética longe do comum e suas tramas com personagens jovens estranhíssimos, algo que já apresentou com Submarino. Aqui, apresenta um mundo tomado pela repetição e pela fuga das identidades particulares - tão sufocante que o início e o final de sua narrativa nos mostram que talvez, para alguns, seja impossível continuar simplesmente existindo.

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