O ELO PERDIDO

O ELO PERDIDO

(Man To Man)

2005 , 122 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Régis Wargnier

    Equipe técnica

    Roteiro: Fred Fougea, Michel Fessler, Régis Wargnier, William Boyd

    Produção: Farid Lahouassa

    Fotografia: Laurent Dailland

    Trilha Sonora: Patrick Doyle

    Estúdio: Skyline Films

    Elenco

    Cécile Bayiha, Flora Montgomery, Hugh Bonneville, Iain Glen, Joseph Fiennes, Kristin Scott Thomas

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O Elo Perdido é uma belíssima e caprichada produção sobre uma pesquisa específica que aconteceu no século 19. Apesar do argumento ter sido pouco explorado no cinema, o diretor Régis Wargnier utiliza técnicas narrativas comuns e cai nos clichês para contar uma história previsível. Dessa forma, é perdida aqui uma ótima chance de se fazer um filme marcante.

    O longa-metragem começa com uma ótima cena de perseguição em uma floresta tropical. Logo descobrimos que um grupo de exploradores, ajudados por nativos africanos, capturou dois pigmeus. O grupo de europeus é liderado pelo jovem médico escocês Jamie Dodd (Joseph Fiennes) e a aventureira viúva Elena Van Den End (Kristin Scott Thomas). Dodd quer os pigmeus por que acredita serem um elo perdido na evolução humana. Por isso, os leva à Europa a fim de estudar sua estrutura física. No entanto, o médico acaba se apegando a Toko (Lomama Boseki) e Likola (Cécile Bayiha). Por isso, desentende-se com dois colegas de pesquisa ao defender que os pigmeus demonstram inteligência e sentimentos humanos. Logo Dodd se torna vítima da segregação dos amigos e do escárnio da comunidade científica. A exibição da dupla de pigmeus no zoológico local é a gota d´água.

    O Elo Perdido é bem feito, não há como negar, mas nada marcante. Ao mostrar que tipo de humilhação os pigmeus sofreram em nome da ciência, o filme acaba ensaiando um mea-culpa barato e desnecessário, tentando atrair a simpatia e as lágrimas do espectador de forma igualmente barata. No entanto, salvam-se as atuações, que não comprometem o desenvolvimento da história. O que não é suficiente para que este filme seja recomendado, pelo menos por mim. Falta coragem na abordagem. É evidente que colocar um humano atrás de grades é cruel, mas também não seria cruel colocar qualquer outro animal para a observação do público? Mas não é esse tipo de discussão que o filme pretende mostrar. Na verdade, fica difícil saber se o filme pretende mostrar mais alguma coisa além dos clichês que desfila na tela.

    Em tempo: O Elo Perdido é baseado em fatos reais. O que não o torna mais relevante.

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