O ESTRANHO EM MIM

O ESTRANHO EM MIM

(Das Fremde in mir/ The Stranger in me)

2008 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 06/08/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Emily Atef

    Equipe técnica

    Roteiro: Emily Atef, Esther Bernstorff

    Produção: Hanneke Van der Tas, Nicole Gerhards

    Fotografia: Henner Besuch

    Estúdio: Das Kleine Fernsehspiel (ZDF), Deutsche Film- und Fernsehakademie Berlin (DFFB), NiKo Film

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Brigitte Zeh, Dörte Lyssewski, Elise Seidel, Hans Diehl, Herbert Fritsch, Johann von Bülow, Judith Engel, Klaus Pohl, Maren Kroymann, Susanne Wolff

  • Crítica

    30/07/2010 10h55

    Um tema difícil, abordado com sensibilidade: a depressão pós-parto é o mote do drama alemão Um Estranho em Mim, filme vencedor da competição de Novos Diretores da 32ª Mostra Internacional de São Paulo.

    Tudo parece perfeito na vida de Rebecca e Julian, às vésperas de o casal ter o seu primeiro filho. Mas imediatamente após o parto, Rebecca sequer consegue olhar para o bebê, por quem passa a sentir uma estranha repulsa que vai crescendo inexplicavelmente até atingir proporções desastrosas.

    O roteiro de Emily Atef (também diretora do filme) e Esther Bernstorff não se propõe a investigar a causa do problema, preferindo focar em suas consequências. A desagregação do casal, fortes sentimentos mútuos de culpa, as relações nem sempre saudáveis com os demais membros da família e – principalmente – a incomunicabilidade rondam os protagonistas como fantasmas destruidores de relacionamentos.

    Um Estranho em Mim pode ser dividido em dois grandes atos: na primeira parte, reina um forte clima de suspense, através das sugestões veladas do que poderia – ou teria – acontecido com o bebê, vitima do transtorno de sua mãe. São momentos perturbadores onde o que é imaginado e sugerido é muito mais aterrorizante do que é mostrado. Longos planos intimistas de solidão, crus, com poucos diálogos (afinal, como foi dito, um dos temas é a incomunicabilidade) e nenhuma música, contribuem para a fortíssima tensão.

    Numa segunda parte, com o crescimento dos papeis até então coadjuvantes, prevalece o conflito familiar, antigas relações mal resolvidas que vêm à tona, ou mesmo laços de sentimentos que se fortalecem diante da adversidade.

    Com ótimas interpretações, direção segura, um história forte e pouco dinheiro (estima-se que a produção teria custado 500 mil euros), Um Estranho em Mim é um bom drama adulto, vencedor de vários prêmios em festivais internacionais.

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