O EXTERMINADOR DO FUTURO 3: A REBELIÃO DAS MÁQUINAS

O EXTERMINADOR DO FUTURO 3: A REBELIÃO DAS MÁQUINAS

(Terminator 3: The Rise of the Machines)

2003 , 109 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Jonathan Mostow

    Equipe técnica

    Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris, Tedi Sarafian

    Produção: Andrew G. Vajna, Colin Wilson, Hal Lieberman, Joel B. Michaels, Mario Kassar

    Fotografia: Don Burgess

    Trilha Sonora: Marco Beltrami

    Estúdio: C-2 Pictures, IMF Internationale Medien und Film GmbH & Co. 3. Produktions KG, Intermedia Films, Mostow/Lieberman Productions

    Elenco

    Alana Curry, Arnold Schwarzenegger, Billy D. Lucas, Brian Sites, Carolyn Hennesy, Chopper Bernet, Chris Hardwick, Christopher Lawford, Claire Danes, David Andrews, Earl Boen, Elizabeth Morehead, George A. Sack Jr, Helen Eigenberg, Jay Acovone, Jerry Katell, Jimmy Snyder, Jon Foster, Kiki Gorton, Kim Robillard, Kristanna Loken, Larry McCormick, M.C. Gainey, Mark Famiglietti, Mark Hicks, Matt Gerald, Michael Papajohn, Moira Sinise, Nick Stahl, Rebecca Tilney, Rick Zieff, Robert Alonzo, Susan Merson, Timothy Dowling, Walter von Huene, William O'Leary

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quero começar a crítica revelando o melhor de Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas, terceiro episódio da famosa série iniciada em 1984. Trata-se do tempo de duração relativamente curto de 109 minutos, que certamente evita que o tédio se transforme em irritação durante a projeção.

    A Rebelião das Máquinas não é mais do que isso: um filme enfadonho, repetitivo e óbvio. Quase vinte anos depois que surgiu nas telas o primeiro Exterminador do Futuro, essa seqüência chega aos cinemas tendo de enfrentar um inimigo implacável: o tempo. De lá para cá, os efeitos especiais evoluíram demais e o tema homem versus máquinas virou tese filosófica depois do advento Matrix. Com isso, Exterminador 3 soa antiquado, ultrapassado.

    Além disso, a sensação de "eu já vi isso antes" permeia todo o filme. A trama é muito semelhante a do segundo episódio: último modelo de ciborgue é enviado do futuro para dar cabo de John Connor (desta vez interpretado por Nick Stahl). Para defendê-lo, é mandado ao passado o agora ainda mais obsoleto T-101, vivido por Schwarzenegger. O resto é barulho, muito barulho.

    O tal exterminador de última geração agora é ela. O modelo T-X é interpretado pela desconhecida atriz Kristanna Loken. Ela chega ao passado nua em pêlo em plena Rodeo Drive, rouba um carrão conversível e as roupas de uma dondoca e dá início a sua missão que, dessa vez, inclui eliminar também a veterinária Kate Brewster (Claire Danes), futura senhora Connor e uma das líderes da resistência ao domínio das máquinas.

    O que se segue são cenas embaladas por muitos tiros, perseguições e explosões - algumas delas longas demais. É o caso da seqüência em que John Connor, dirigindo o carro da clínica veterinária de sua futura mulher, foge da implacável exterminadora que o segue num guindaste móvel enquanto Schwarzenegger vem logo atrás, primeiro numa moto e depois num carro do corpo de bombeiros. A passagem se estende além do necessário e quase é possível bocejar enquanto a sala de cinema estremece e seus tímpanos pedem clemência.

    Não há muito mais o que dizer. Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas não finalizou a série, na verdade a sepultou. E para os que imaginarem que o filme não se sustenta por ter mudado de mãos, quero fazer uma ressalva. Mesmo se James Cameron, que dirigiu os dois primeiro episódios, tivesse aceitado fazer essa continuação, as coisas não seriam muito diferentes. Jonathan Mostow (de U-571 - Batalha no Atlântico) pode não ter o talento do "Sr.Titanic" para conduzir tramas de ação, mas fez seu trabalho direitinho. O problema é que está seqüência já estava morta antes mesmo de nascer.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus