O GÂNGSTER

O GÂNGSTER

(American Gangster)

2007 , 157 MIN.

16 anos

Gênero: Policial

Estréia: 25/01/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Steven Zaillian

    Produção: Brian Grazer, Ridley Scott

    Fotografia: Harris Savides

    Trilha Sonora: Marc Streitenfeld

    Estúdio: Film Rites, Imagine Entertainment, Relativity Media, Scott Free Productions, Universal Pictures

    Elenco

    Al Santos, Albert Jones, Andrea Edmead, Anthony Hamilton, Armand Assante, Arthur Mercante, Autavia Bailey, Bari K. Willerford, Bryant Pearson, Candyce Barnes, Carla Gugino, Carlos Sierra Lopez, Cedric Sanders, Celestina Henry, Chance Kelly, Chiwetel Ejiofor, Chris McKinney, Christopher A. Sawyer, Chuck Cooper, Cicily Daniels, Clinton Lowe, Common, Conor Romero, Cuba Gooding Jr., Dan Moran, Daniel Farcher, Daniel Hilt, David Spearman, David Wayne Britton, Dawn Douglas, Denzel Washington, Dylan Gallagher, Eddie Rouse, Eric Silver, Fab 5 Freddy, Fatima Robinson, Flavia Tamara Livolsi, Gavin Grazer, George Lee Miles, Hamilton Clancy, Idris Elba, J. Kyle Manzay, James Hunter, Janelle Cambridge, Jason Furlani, Jason Veasey, Jeff Greene, Jeff Mantel, Jehan-Pierre Vassau, Jim R. Coleman, Joe Morton, Joey Klein, John Hawkes, John Ortiz, Jon DeVries, Jon Polito, Jonah Denizard, Jonathan Medero, Josh Brolin, KaDee Strickland, Karen Adisson, Kathleen Garrett, Kesha Nichols, Kevin Corrigan, Kevin Geer, Kirt Harding, Krista Saab, Larry Mitchell, Latonya Tolbert, Laurence Lowry, Lee Shepard, Linda Powell, Lonnie Gaetano, Luam Keflezgy, Luis Salgado, Lymari Nadal, Malcolm Goodwin, Marielys Molina, Marjorie Johnson, Maryann Urbano, Maurice Ballard, Melissia Hill, Mitchell Green, Monique Gall, Nefertiti Robinson, Neville White, Nino Del Buono, Norman Reedus, Ortos J. Gutierrez, Panama Redd, Paul Doherty, Pierra Francesca, Quisha Saunders, Ric Young, Ritchie Coster, Robbie Neigeborn, Robert C. Kirk, Robert Funaro, Robert Wiggins, Roger Bart, Roger Guenveur Smith, Ron Piretti, Roosevelt Davis, Roxanne Amandez, Ruben Santiago-Hudson, Ruby Dee, Russell Crowe, RZA, Sam Freed, Sandra Park, Sarah Hudnut, Saycon Sengbloh, Scott Dillin, Serena Joan Springle, Shannon MacMillan, Skyler Fortgang, Steve McAuliff, T.I, Tamara Marrow, Ted Levine, Tom O'Rourke, Tom Stearns, Tommy Guiffre, Tyson Hall, Warner Miller, Wilhelm Lewis, William C. Tate, William Hudson, Yul Vazquez, Yuri Kamino-Fennell

  • Crítica

    25/01/2008 00h00

    Não é fácil fazer um filme sobre a luta pelo poder entre facções mafiosas nos EUA sem sofrer a terrível pena de ser comparado ao imbatível O Poderoso Chefão. Porém, o diretor Ridley Scott aceitou o desafio: dirigiu O Gângster a partir do roteiro de Steven Zaillian (o mesmo roteirista de Gangues de Nova York e A Lista de Schindler), que, por sua vez, buscou inspiração num artigo que o jornalista Mark Jacobson escreveu para a New York Magazine. Tudo em cima de fatos reais.

    A trama se desenvolve na virada dos anos 60, na suja e corrupta Nova York. A primeira cena mostra o gângster Bumpy (Clarence Williams III, do antigo seriado Mod Squad) reclamando para o seu fiel assistente Frank Lucas (Denzel Washington) que o mundo estava mudado. Já naquela época, ele lamenta uma espécie de globalização econômica, na qual o mercadinho da esquina havia virado um McDonald's. Para ele, não é mais possível "ver o coração das pessoas... Para depois esfaqueá-lo". E morre logo em seguida. Na verdade, Bumpy era um dos líderes da comunidade negra nova-iorquina, criminoso aos olhos da lei e benemérito para a população pobre. Com ele, morre uma geração de gângsteres mais, digamos, "românticos", abrindo espaço para uma nova estirpe, muito mais violenta. E ninguém menos que seu próprio aprendiz, Frank Lucas, passa a tentar ocupar o lugar deixado pelo antigo mafioso.

    O filme mostra a saga de Lucas e como ele percebe a oportunidade de inundar o mercado americano com doses maciças de heroína pura, contrabandeada diretamente do Vietnã. Exatamente o país onde seus próprios conterrâneos estavam lutando, morrendo e se drogando. De um lado, o novo "gangsterismo" monta um império baseado num fortíssimo esquema de corrupção que envolve o próprio exército norte-americano em luta no Sudeste Asiático. Do outro, apenas a batalha praticamente solitária do promotor Richie Roberts (Russell Crowe), um homem estigmatizado e hostilizado pela própria polícia pelo fato de tentar ser honesto.

    Sim, sim... No fundo, é mais uma reedição da velha luta do bem contra o mal. Mas com estilo. Ridley Scott alterna bons e maus momentos. Muitas vezes, esquece um pouco a linguagem cinematográfica e faz do seu filme um exercício verbal. Para mostrar o problema das tropas americanas se drogando no Vietnã, por exemplo, recorre ao batido recurso de roteiro de colocar tudo nas palavras de um programa de televisão, que explica os detalhes para a platéia. Um pouco preguiçoso, talvez. Porém, também brinda o público com cenas vibrantes e resolvidas visualmente de maneira mais criativa, ao ilustrar, por exemplo, em rápidas tomadas, todo o poder de destruição da droga sobre a população comum. E, como a comparação com O Poderoso Chefão é inevitável, há um momento (quase) final ambientado numa igreja que lembra bastante a cena do batismo do filme de Coppola. Mas Scott não é Coppola.

    O resultado final acaba agradando, mais pela história contada que propriamente pela maneira através da qual ela chega na tela. Mesmo porque, principalmente para nós, do país da Tropa de Elite, corrupção policial e drogas sempre são assuntos de grande interesse.

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