O GOLPISTA DO ANO

O GOLPISTA DO ANO

(I Love You Phillip Morris)

2008 , 97 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 04/06/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Glenn Ficarra, John Requa

    Equipe técnica

    Roteiro: Glenn Ficarra, John Requa

    Produção: Andrew Lazar, Luc Besson

    Fotografia: Xavier Pérez Grobet

    Trilha Sonora: Nick Urata

    Estúdio: Europa Corp, Mad Chance

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Ewan McGregor, Jessica Heap, Jim Carrey, Leslie Mann, Marcus Lyle Brown, Michael Beasley, Michael Wozniak, Nicholas Alexander, Rodrigo Santoro, Tony Bentley

  • Crítica

    01/06/2010 09h48

    O pôster oficial do filme sugere uma comédia. O título em português também. A presença de Jim Carrey no papel principal, mais ainda! Mas não há como afirmar categoricamente que O Golpista do Ano seja um filme feito para fazer rir. Há, sim, momentos cômicos, e um humor meio sarcástico que permeia toda a narrativa, mas a base do filme é a tristeza. A tristeza de um homem extremamente inteligente e astuto, mas que se arruina na vida por não conseguir parar de mentir.

    A história é real. Inacreditavelmente real. O Golpista do Ano é todo contado sob o ponto de vista de Steven Russell (Jim Carrey), um policial - teoricamente - comum do interior dos EUA que vive - teoricamente - feliz ao lado da religiosa e conservadora esposa Debbie (Leslie Mann, de O Virgem de 40 Anos). Até que um grave acidente quase o mata e ele decide, então, passar a viver a vida como sempre desejou, de forma alegre, despojada e sem mentiras. Começa aí um inacreditável redemoinho de acontecimentos que beiram o fantástico, onde Steven fará o possível e o impossível para viver sua vida de forma totalmente plena. Ele esbarra, porém, num insuperável problema de caráter, através do qual não consegue parar de mentir. São mentiras mirabolantes, incríveis, fantásticas... porém, fascinantes. Mentiras que todos gostam de acreditar. Mentiras que todos gostaríamos de contar... sem sermos pegos.

    Comédia? Talvez, mas profundamente dramática, ácida. É fácil criar empatia com Steven Russell, da mesma forma que é fácil curtir Frank Abagnale Jr., o megagolpista vivido por Leonardo Di Caprio em Prenda-me se For Capaz. Há neste tipo de personagem um tom deliciosamente subversivo que se confronta diretamente com o poder estabelecido. O público ama se projetar catarticamente neste tipo de comportamento, sem sair do conforto e da segurança de sua poltrona de cinema.

    É a primeira vez que Ficarra e Requa dirigem. A dupla já havia roteirizado a comédia juvenil Como Cães e Gatos (que ganhará uma continuação ainda este ano) e o cáustico Papai Noel às Avessas. Em O Golpista do Ano, partiram para roteirizar e dirigir, baseados no livro autobiográfico de Steven McVicker.

    Ewan McGregor está perfeito no papel e Rodrigo Santoro faz uma participação pequena, porém eficiente. Quanto ao sempre polêmico Jim Carrey, quem gosta dele continuará a gostar, da mesma forma que quem não o suporta não mudará de ideia.

    Destaque ainda para a envolvente trilha sonora de Nick Urata, assim como o filme, também repleta de cinismo.

    Equilibrando-se perigosa e ousadamente entre a comédia e o drama - com direito a momentos de gosto duvidoso -, o filme pode provocar algum estranhamento junto ao público acostumado ao cinema de gênero construído em sua forma mais tradicional. Da mesma forma que, justamente por isso mesmo, também traz elementos que agradam aos paladares mais abertos a experimentações.

    Qual é o seu caso?

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