O GRANDE DAVE

O GRANDE DAVE

(Meet Dave)

2008 , 90 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 08/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brian Robbins

    Equipe técnica

    Roteiro: Bill Corbett, Rob Greenberg

    Produção: David T. Friendly, Todd Komarnicki

    Fotografia: Clark Mathis

    Trilha Sonora: John Debney

    Elenco

    Ed Helms, Eddie Murphy, Elizabeth Banks, Gabrielle Union, Judah Friedlander, Shawn Christian

  • Crítica

    08/08/2008 00h00

    Ufa! Será que Eddie Murphy finalmente se livrou da maldição? Já fazia tempo que ele só fazia filmes de má qualidade, culminando com Norbit, seguramente um dos maiores atentados ao cinema já cometidos. Comentava-se até que o ator só seria lembrado, no futuro, pela voz do personagem Burro, amigo de Shrek, seguramente a melhor interpretação de Murphy desde Um Tira da Pesada.

    Não que O Grande Dave seja maravilhoso, mas pelo menos é uma comédia divertida, bem intencionada e simpática. O roteiro foi feito por dois estreantes em cinema, mas que trazem uma grande bagagem de televisão: Bill Corbett e Rob Greenberg. Corbett escreveu 51 episódios de Mystery Science Theater 3000, uma série produzida pela TV americana entre 1988 a 1999 que satirizava os velhos filmes de terror dos anos 50. E Greenberg foi um dos roteiristas de Frasier. Também com sabor de anos 50, O Grande Dave mostra uma nave espacial que chega a Terra em busca de sal para alimentar seu longínquo planeta. Os alienígenas têm formato humano, mas medem poucos centímetros, e a tal nave tem a forma exata de seu comandante (claro) Eddie Murphy. Assim, temos novamente Murphy interpretando simultaneamente mais do que um papel: o líder dos alienígenas e a nave propriamente dita, que acaba sendo uma espécie de robô.

    O desenvolvimento da trama não é exatamente uma novidade, mas traz uma mensagem de otimismo à moda antiga, "a la Frank Capra" (inclusive citado no filme por meio de seu clássico A Felicidade Não se Compra): extremamente lógicos e racionais, os ETs acabam se rendendo às pequenas maravilhas do mundo terráqueo, como a dança, a música, a diversão e o amor. Pode parecer piegas, mas não deixa de ser um otimismo bem-vindo nestes tempos tão duros. Afinal, cinema também não é fantasia?

    O melhor de tudo é que O Grande Dave não sucumbe às piadas escatológicas e de péssimo gosto que vinham marcando ultimamente os trabalhos de Eddie Murphy. O diretor Brian Robbins se redime, pelo menos em parte, do abominável Norbit, que ele cometeu no ano passado. Ele e Murphy, inclusive, já estão filmando A Thousand Words, sobre um sujeito que descobre que só poderá falar mais mil palavras antes de morrer. É esperar para ver.

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