O GRITO

O GRITO

(The Grudge)

2004 , 92 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Takashi Shimizu

    Equipe técnica

    Roteiro: Stephen Susco, Takashi Shimizu

    Produção: Doug Davison, Roy Lee, Sam Raimi, Taka Ichise

    Elenco

    Bill Pullman, Clea DuVall, Jason Behr, KaDee Strickland, Sarah Michelle Gellar, William Mapother

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Qualquer pessoa que acompanha o que acontece no mundo do cinema já sabe que a nova coqueluche entre produtores de Hollywood é refilmar filmes de terror japoneses. Especialmente depois do sucesso de O Chamado (2002). Desta forma, o cinema americano passa a explorar uma outra forma de se fazer filmes de terror. Saem os assassinos em série e para dar lugar ao sobrenatural; ai invés de adolescentes e garotas peitudas sendo mortos, temos crianças assustadoras. Assim como O Chamado, O Grito é refilmagem de filme japonês que, produzido por Sam Raimi - que, muito antes de ser o "sr. Homem-Aranha", dirigiu o clássico trash A Morte do Demônio (1982) -, custou US$ 10 milhões e, somente no final de semana de estréia nos EUA, faturou US$ 40 milhões, aproximadamente. Alguém duvida do sucesso?

    Logo nos créditos iniciais é deixado claro que se trata de uma maldição: quando alguém é morto em momento de extrema raiva, seu espírito fica preso no mundo dos vivos, matando a todos que atravessem seu caminho. É por esse caminho que passa a assistente social Karen Davis (Sarah Michelle Gellar), que resolveu mudar-se ao Japão com o namorado Doug (Jason Behr). Quando ela é escalada para cuidar de Emma Williams (Grace Zabriskie), uma senhora americana que vive em Tóquio em estado catatônico, Karen entra em uma casa aparentemente normal, mas que está tomada pela maldição. Por meio de flashbacks, o filme nos mostra como a família Williams chegou na casa e como foi a mesma tomada pela maldição. E, claro, também mostra as assustadoras almas de Kayako (Takako Fuji) e o menino Toshio (Yuya Ozeki) que, presos no imóvel, são os que espalham a morte.

    Por ser uma refilmagem, impossível não comparar com o original, Ju-On (2000). Ambos têm o mesmo diretor, o japonês Takashi Shimizu, e uma parte do elenco original permaneceu na versão americana, como os dois atores que interpretam os fantasmas. Apesar de ser o mesmo roteiro, alguns efeitos especiais foram adicionados nesta nova versão, fazendo que o terror aumente. Por mais que já se conheça a história e já saiba onde estão os sustos, ainda se fica preso à poltrona do cinema tamanho clima de tensão durante a película. O novo roteiro ainda ganhou conclusões que não existiam no original por ser destinado ao público norte-americano e, claro, um final que remete a uma continuação, que já está sendo produzida pela Ghost House Pictures, de Sam Raimi.

    Apesar de O Grito apelar para formas já manjadas de botar medo no espectador - como a trilha sonora que fica mais alta à medida que o personagem chega perto do susto, gatos pretos que aparecem do nada, a sombra passando atrás de portas de vidro e na frente do espelho -, o filme ainda é capaz de manter a atenção (e a tensão). O problema é que, à medida que ele caminha ao final, torna-se chato, assim como Sarah Michelle Gellar no papel de enfermeira aterrorizada. Ela parece muito mais tranqüila e corajosa do que a situação pede - se eu estivesse na situação dela, por exemplo, certamente sairia da cidade, no mínimo. Mas tudo vale a pena já na primeira cena, com Bill Pullman, que, apesar de ser um dos maiores coadjuvantes de Hollywood, ainda vale o ingresso. Só não vale sair da sala na cena seguinte.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus