O GUARDA

O GUARDA

(The Guard)

2011 , 96 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 11/11/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Michael McDonagh

    Equipe técnica

    Roteiro: John Michael McDonagh

    Produção: Andrew Lowe, Chris Clark, Ed Guiney, Flora Fernandez-Marengo

    Fotografia: Larry Smith

    Trilha Sonora: Calexico

    Estúdio: Aegis Film Fund, Bord Scannan na hEireann / Irish Film Board, Crescendo Productions, Element Pictures, Prescience Film Fund, Reprisal Films, UK Film Council

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Brendan Gleeson, Darren Healy, David Wilmot, Dominique McElligott, Don Cheadle, Fionnula Flanagan, Gary Lydon, Katarina Cas, Laurence Kinlan, Liam Cunningham, Mark Strong, Pat Shortt, Rory Keenan, Sarah Greene

  • Crítica

    09/11/2011 23h00

    Vou precisar me esforçar um pouco para descrever O Guarda, comédia dirigida por John Michael McDonagh sobre um policial tão incomum, que "só pode ser muito, muito inteligente, ou então, muito, mais muito estúpido", como é descrito no filme pelo personagem de Don Cheadle, um agente do FBI que se vê obrigado a trabalhar com ele numa missão contra o tráfico internacional de drogas na Irlanda.

    Falar em comédia policial pode levar o leitor a imaginar os muitos filmes feitos no gênero e seus clichês. O Guarda, no entanto, consegue ser totalmente diferente de tudo ao explorar um humor sutil, sarcástico, por vezes politicamente incorreto, e nada convencional. Um filme centrado no personagem Gerry Boyle (Brendan Gleeson, ótimo), um policial preguiçoso, gordinho, e ruim no sentido de que parece não se esforça muito em seu trabalho. Mas é um bom homem que ama a sua mãe doente, Eileen (Fionnula Flanagan), e tem uma política de trabalhar quando necessário, nunca desperdiçando um dia de folga, mesmo que diante de uma emergência policial.

    A trama propriamente dita começa quando ele e seu assistente, o novo guarda Aidan McBride (Rory Keenan), se deparam com uma cena de assassinato, muito incomum na pequena cidade do interior da Irlanda. O crime parece ritualístico, coisa de serial killer, e aqui temos uma mostra divertida do humor que permeia o filme, com os dois agentes da lei fazendo elucubrações insólitas sobre o que poderia ter acontecido. Preservar a cena do crime para a perícia técnica é algo que Boyle parece não ter aprendido na academia de polícia.

    Logo em seguida, entra em cena o FBI, que corre atrás do rastro de quatro criminosos internacionais que pretendem realizar uma transação de cerca de meio bilhão de dólares em cocaína. O morto é um dos quatro homens. Com a chegada dos federais americanos, Boyle até que se empenha, mas não consegue disfarçar sua indiferença, racismo, preguiça e acomodação, o que dá vazão a um humor genuinamente inteligente e original.

    O Guarda é uma bem-vinda surpresa. Um filme que não estamos acostumados a ver por aí. E bem divertido, diga-se. Com elegância, transforma tudo quanto é sério em pura bobagem, mas sem ser ofensivo. Engraçado, despretensioso, inteligente, bem atuado, e com uma visão única sobre as duplas de policiais em conflito de personalidade, tema tantas vezes explorados no cinema. Altamente recomendado.

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