O GUERREIRO DIDI E A NINJA LILI

O GUERREIRO DIDI E A NINJA LILI

(O Guerreiro Didi e a Ninja Lili)

2008 , 102 MIN.

anos

Gênero: Aventura

Estréia: 20/06/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcos Figueiredo, Paulo Aragão Neto

    Equipe técnica

    Roteiro: Guto Franco, Marcus Figueiredo, Renato Aragão

    Produção: Daniel Filho, Paulo Aragão

    Fotografia: Cezar Moraes

    Estúdio: Buena Vista International

    Elenco

    Cadu Fávero, Daniele Suzuki, Lívia Aragão, Marcello Novaes, Renato Aragão, Rodrigo Hilbert, Vanessa Lóes, Werner Schunemann

  • Crítica

    20/06/2008 00h00

    Renato Aragão é um verdadeiro ícone da cultura brasileira. Já foi o tempo em que longas do comediante eram aguardados - já que os mesmos estavam restritos à não menos icônica trupe que liderava, Os Trapalhões -, mas vamos combinar que não há muito mais do que esperar do comediante. Pelo menos ao público que hoje é adulto, mas cresceu embalado pelas engraçadas aventuras de Aragão e seu grupo.

    A abertura de O Guerreiro Didi e a Princesa Lili já mostra o que podemos esperar. Uma animação inspirada pelos mangás e animes japoneses acompanha os créditos iniciais; nas imagens, palavras escritas em ideogramas japoneses. O significado delas não importa muito, mas sim que estão ao contrário. Ou seja, o público pode esperar a falta de compromisso com o real, apesar disso ser quase imperceptível. Quase.

    Pela segunda vez, Lívian Aragão (O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili), filha de Renato Aragão, protagoniza uma produção do comediante. Ela é a Lili do título, filha de um oficial europeu convocado para a guerra. Um mestre oriental fica responsável pela educação dela, principalmente na milenar arte que deu origem aos ninjas. Ele envia Lili de volta à Europa para ser criada por sua única familiar viva, Morgana (Vanessa Lóes), sua rancorosa e milionária tia materna. Mas a menina não está sozinha: Didi (Renato Aragão) é enviado para cuidar da ninja. É aí que as confusões começam.

    O Guerreiro Didi e a Princesa Lili tem uma direção de arte até que satisfatória. Neste sentido, ele não peca pelos excessos, pelo contrário. Mas é uma grande bobagem. Na realidade, ainda não sei qual é o tipo de público ainda atraído pelos filmes do personagem Didi. Ele se encontra no limbo, entre os novos espectadores (quais seriam atraídos ainda é um mistério para mim) e os antigos, os quais não se interessam mais por seu trabalho.

    Outro grande problema de O Guerreiro Didi e a Princesa Lili é Lívian Aragão. Tudo bem, a menina quer ser atriz e conta com um enorme apoio neste sentido (nada como a família, não é mesmo?), mas não é por isso que se deve exigir menos de sua atuação, que é bem fraca. Na verdade, este problema resume mais ou menos a "questão Didi" no cinema nacional: existe um afeto relacionado ao personagem, algo que hoje em dia é inexplicável - já que até mesmo o comediante parece se repetir exaustivamente no mesmo papel, com as mesmas piadas e outros elementos de construção -, e é exatamente isso que garante novos filmes de Didi a cada ano. E, pelo visto, de Didi e Lili.

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