O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS

(The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)

2005 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Garth Jennings

    Equipe técnica

    Roteiro: Douglas Adams, Karey Kirkpatrick

    Produção: Gary Barber, Jay Roach, Jonathan Glickman, Nick Goldsmith, Roger Birnbaum

    Fotografia: Igor Jadue-Lillo

    Trilha Sonora: Joby Talbot

    Estúdio: Spyglass Entertainment, Touchstone Pictures, Walt Disney Pictures

    Elenco

    Bill Bailey, Bill Nighy, Ian McNeice. Elen Mirren, John Malkovich, Martin Freeman, Mos Def, Sam Rockwell, Stephen Fry, Warwick Davis, Zooey Deschanel

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Você sabia que toda aquela coreografia aquática que os golfinhos fazem em parques aquáticos é pura fachada? Que a poesia é usada por seres extraterrestres para torturar terráqueos? Que existe um peixe que, quando colocado no ouvido, é capaz de traduzir qualquer língua? Não? Então, assista à absurda e deliciosa comédia O Guia do Mochileiro das Galáxias e dê algumas boas risadas com essa e muitas outras teorias malucas relacionadas à vida extraterrestre.

    Arthur Dent (Martin Freeman, de Simplesmente Amor) é um cara bem comum. Um dia, mal tira seu roupão e tudo parece estar perdido: sua casa está prestes a ser demolida pela prefeitura para que em seu lugar seja construída uma estrada. Mas isso é somente o começo de uma série de situações completamente absurdas. Afinal, a destruição de sua casa não é o pior da história, mas sim que, em poucos minutos, as criaturas extraterrestres Vogons pretendem destruir o planeta Terra para construir uma via intergaláctica. O único que sabe disso é seu amigo Ford Prefect (Mos Def), um extraterrestre disfarçado de ator decadente, e é ele que leva Arthur a uma viagem espacial.

    Pegando carona na nave Coração de Ouro, os dois se unem a uma peculiar trupe. Tem o adorável robô Marvin (voz de Alan Rickman), cuja cabeça é grande e pensante demais para torná-lo qualquer coisa além de um depressivo; Zaphoo (Sam Rockwell), o presidente da Galáxia que é muito malvestido e não muito esperto, mas tem um carisma como poucos; o próprio Ford e Trillian (Zooey Deschanel), uma bela terráquea que Arthur havia conhecido alguns dias antes em uma festa a fantasia. Juntos, a bordo da Coração de Ouro, eles embarcam numa aventura a fim de se salvar de uma série de trâmites que acontecem ao longo do caminho. E, claro, guiados pelo livro mais vendido da galáxia, o Guia do Mochileiro das Galáxias, que dá dicas aos "caronistas intergalácticos" - a mais precisa delas é não entrar em pânico.

    O Guia do Mochileiro das Galáxias é bem engraçado, especialmente para os que são capazes de rir da própria cara. Porque é exatamente o que esta comédia inglesa faz. O narrador (que, na versão brasileira, é dublado por José Wilker) não pensa duas vezes antes de falar mal de terráqueos. Afinal, trata-se do ponto de vista de um livro extraterrestre. Além disso, o tempo todo o filme brinca com essa nossa "mania" de sempre querer respostas a todo momento, sem ao menos saber a pergunta. Aqui, o mundo não é dominado por presidentes caipiras, mas sim por seres um pouco menores e mais desprezados. A inteligência não é o forte dos humanos e, também por isso, os Vogons não pensam duas vezes antes de destruir o planeta. Afinal, o que eles estão perdendo com isso? Aqui, Deus não existe. Deus não criou a Terra, mas sim um arquiteto de planetas (vivido por Bill Nighy).

    Talvez por ser tão subversivo, O Guia do Mochileiro das Galáxias não fez muito sucesso: o valor que rendeu nos EUA não cobre os US$ 50 milhões gastos em sua produção. Mas quem disse que fracasso de bilheteria nos EUA é sinônimo de falta de qualidade? Eu que não.

    Mas nem tudo são flores nesta adaptação do livro homônimo de Douglas Adams, publicado pela primeira vez em 1979. O roteiro não é muito bem finalizado. Na realidade, está aí o maior problema do filme: o final. Parece que tudo foi feito com atenção até que perceberam que já estavam chegando perto das tradicionais duas horas de filme e resolveram concluir tudo de qualquer maneira. Isso sem citar os personagens mal-aproveitados, como o líder religioso Humma Kavula (John Malkovich). O que não compromete todo o filme, pois a diversão é garantida, pelo menos em mais da metade do longa-metragem dirigido por Garth Jennings (mais conhecido pela direção de videoclipes de bandas como Blur, REM e Pulp).

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