Poster O Hobbit

O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS

(The Hobbit: The Battle of the Five Armies)

2014 , 144 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 11/12/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Jackson

    Equipe técnica

    Roteiro: Fran Walsh, Guillermo del Toro, Peter Jackson, Philippa Boyens

    Produção: Carolynne Cunningham, Fran Walsh, Peter Jackson

    Fotografia: Andrew Lesnie

    Trilha Sonora: Howard Shore

    Estúdio: 3Foot7, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), New Line Cinema, WingNut Films

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Adam Brown, Aidan Turner, Andy Serkis, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch, Bret McKenzie, Cate Blanchett, Christopher Lee, Conan Stevens, Elijah Wood, Evangeline Lilly, Graham McTavish, Hugo Weaving, Iam Holm, Ian McKellen, James Nesbitt, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, John Callen, Ken Stott, Lee Pace, Luke Evans, Mark Hadlow, Martin Freeman, Michael Mizrahi, Mikael Persbrandt, Orlando Bloon, Peter Hambleton, Ray Henwood, Renee Cataldo, Richard Armitage, Robin Kerr, Ryan Gage, Saoirse Ronan, Stephen Hunter, Sylvester McCoy, William Kircher

  • Crítica

    08/12/2014 19h00

    Um dos filmes mais esperados de 2014 é, sem dúvida, o fim da trilogia O Hobbit. Todos, especialmente quem não leu o livro, querem saber como acaba a aventura de Bilbo (Martin Freeman). A expectativa gerada após o final de A Desolação De Smaug foi grande e tudo indicava que teríamos a "batalha do século" nas telonas. Pena que não é bem o caso.

    Isso acontece, justamente, devido a essa expectativa gerada pelo segundo filme da trilogia. Grandes batalhas, momentos épicos, muita ação estavam praticamente garantidos. No entanto, cenas corridas, nem sempre bem construídas e acontecimentos importantes sem todo o detalhamento que poderiam ter, decepcionam.

    Mesmo com quase três horas de filme e narrativa arrastada, os principais momentos parecem terem sido feitos às pressas. A maior frustração fica por conta da participação do próprio Smaug, já que seu fim é apresentado de maneira bem rápida e simples, sem grande tensão e quase como se sua existência não tivesse importância para a trama. Isso causa grande decepção.

    A história no novo filme começa no minuto seguinte ao fim de A Desolação de Smaug, com o dragão (Benedict Cumberbatch) indo em direção a Cidade do Lago para destruí-la. A partir daí, os anões começam o processo de recuperação de sua antiga casa e, o agora Rei, Thorin se torna vítima da doença do ouro, convenientemente deixando-o em pé de guerra com qualquer um que queira uma moeda sequer de seu tesouro.

    Ao mesmo tempo, diversos povos na Terra Média querem sua parte, afinal toda aquela riqueza agora está sem a vigilância do dragão. O fato é: reconquistar seu antigo lar não foi o bastante, agora Homens, Elfos e Orcs ameaçam entrar em guerra para conquistar a Montanha Solitária. E Thorin não pretende fazer nada para evitar essa batalha.

    Além do belo visual e efeitos de primeira, um dos destaques do longa é justamente o líder dos anões, Thorin (Richard Armitage). O personagem cresceu ao longo da saga e, nesse último filme, Armitage consegue ir fundo em questões que aprofundam os sentimentos do Escudo-de-Carvalho. Embora o roteiro não ajude e faça as mudanças do personagem parecerem bruscas demais e, até mesmo, sem sentido às vezes, a atuação do ator britânico é inegavelmente sólida.

    O grande problema da trilogia foi a divisão da história em três filmes. E esse último sofre demais com essa decisão de Peter Jackson. Para o capítulo final, sobra apenas a guerra para desenvolver, o que não permite muito espaço para se criar uma boa trama. Pior, as batalhas tentam emular o clima de desespero dos grandes confrontos da trilogia SDA e se perde exatamente por não ter motivo para tanto alarde.

    Ao contrário de O Senhor dos Anéis, não era preciso três filmes para adaptar O Hobbit. Talvez, no máximo, dois. Da maneira que foi feito, todos os longas tem um inegável sentimento de inchaço, quase como uma edição estendida exagerada, daquele tipo que estraga a qualidade do filme original e não a melhora.

    A Batalha Dos Cinco Exércitos está longe de ser uma conclusão triunfal, como aconteceu em O Retorno Do Rei. Um dos sinais disso é que a melhor cena é protagonizada por três personagens coadjuvantes, Saruman, Elrond e Galadriel, e, infelizmente, eles aparecem pouco. De qualquer forma, é possível dizer que a nova trilogia de Peter Jackson se despede das telonas dignamente e é capaz, sim, de divertir. No entanto, não deve deixar mesma saudade que O Senhor dos Anéis deixou.



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