O HOMEM DA MÁFIA

O HOMEM DA MÁFIA

(Killing Them Softly)

2012 , 97 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 30/11/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrew Dominik

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Dominik

    Produção: Anthony Katagas, Brad Pitt, Dede Gardner, Paula Mae Schwartz, Steve Schwartz

    Fotografia: Greig Fraser

    Estúdio: 1984 Private Defense Contractors, Annapurna Pictures, Chockstone Pictures, Inferno Entertainment, Plan B Entertainment

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam Sibley, Ben Mendelsohn, Brad Pitt, Christopher Berry, Cynthia LeBlanc, Daniel Vincent, David Joseph Martinez, Edward J. Clare, Elton LeBlanc, Elvin Yoshida, Garret Dillahunt, Gene Kevin Hames Jr., Glen Warner, Gregory Allen Gabroy, James Gandolfini, Joe Chrest, John C. Klein, Joshua Joseph Gillum, Julia Adams, Kirk Jordan, Linara Washington, Logan Douglas Smith, Mark Jr. Tubre, Max Casella, Mustafa Harris, Oscar Gale, Ray Liotta, Raymond Lapino, Rhonda Floyd Aguillard, Richard Jenkins, Ross Brodar, Sam Shepard, Scoot McNairy, Shadoe Knight, Shannon Brewer, Slaine, Trevor Long, Vincent Curatola

  • Crítica

    29/11/2012 22h50

    Neste novo longa, Andrew Dominik não quis se arriscar e apostou em antiga parceria. O diretor escalou Brad Pitt como principal estrela, repetindo o feito de 2007 em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford.

    Investindo em um ritmo lento, que não se prende às tradicionais e, muitas vezes, excessivas trocas de tiro, o cineasta cria o cenário para uma boa crítica social. A escolha de uma Nova Orleans em reconstrução após o Furação Katrina não foi à toa - tudo pensado para ter alto teor político. Discursos dos presidentes George W. Bush e Barack Obama dão sentido às ações de diversos personagens e deixam mensagens implícitas por trás da trama principal.

    O roteiro gira em torno de um assalto a uma casa de jogo ilegal - um tanto quanto fantasiosa, afinal, onde já se viu um lugar repleto de dinheiro vivo não ter um mísero segurança? Dois garotos são contratados para realizar o roubo. A dupla é uma mistura de Debi e Loide com Trainspotting, ou seja, alguma imbecilidade e muitas drogas.

    Com estes dois na responsabilidade de manter toda a transação em segredo, era óbvio que em pouco tempo os mafiosos, verdadeiros donos da grana, viriam em busca de vingança. Para resolver a situação surge Jackie, personagem de Pitt, que tem entrada triunfal ao som de The Man Comes Around, de Johnny Cash.

    Na trilha sonora está o ponto alto do filme. Canções variadas, que vão do blues ao clássico, transformam uma simples cena de ação em algo grandioso, cheio de tensão. A boa música dá o tom a todos os assassinatos realizados por Pitt, que tem estilo suave de matar - como o título original do longa (Killing Them Softly) sugere -, ou seja, sem se relacionar afetivamente ou se aproximar demais das vítimas.

    Apesar da boa montagem, a produção perde bastante o fôlego em sua segunda metade e os diálogos, repletos de cinismo, se tornam forçados. Tudo culpa da tentativa malsucedida de aprofundar-se na crise econômica americana, sem deixar de lado certas frases feitas. A antes elogiável crítica social deixa a desejar e fica deslocada.

    O elenco secundário, mesmo repleto de nomes interessantes, é mal aproveitado. James Gandolfini, impossível não associá-lo à série de televisão Família Soprano, tem sua saída da trama bastante subjetiva e aberta à diversas interpretações. Em uma das cenas em que divide as atenções com Pitt existe um erro básico de continuidade, que deve irritar o espectador mais atento. Copos de cervejas aparecem e somem da mesa de bar a cada corte de câmera.

    Estas derrapadas desagradam, bem como o final abrupto que destoa totalmente do ritmo imposto até então. No entanto, as cenas de homicídio têm certo glamour e, aliadas à atuação consistente de Brad Pitt, dão toque interessante à produção.

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