O HOMEM SEM PASSADO

O HOMEM SEM PASSADO

(Mies Vailla Menneisyyttä)

2002 , 97 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Aki Kaurismäki

    Equipe técnica

    Roteiro: Aki Kaurismäki

    Produção: Aki Kaurismäki

    Fotografia: Timo Salminen

    Estúdio: Pyramide Productions, Sputnik Oy

    Elenco

    Aino Seppo, Anneli Sauli, Annikki Tähti, Elina Salo, Esko Nikkari, Janne Hyytiäinen, Juhani Niemelä, Kaija Pakarinen, Kati Outinen, Markku Peltola, Outi Mäenpää, Pertti Sveholm, Sakari Kuosmanen

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um homem é violentamente assaltado e espancado ao sair de um trem. Não há testemunhas. Ele acorda num hospital, chega a ser dado como morto, mas consegue se recuperar e fugir. Porém, não consegue se lembrar de nada de seu passado, sequer o próprio nome. Auxiliado por um casal sem teto que mora num contêiner, o homem misterioso vai tentar retomar os caminhos de sua vida.

    Chega a ser impressionante a quantidade de prêmios importantes conquistados por este filme: Grande Prêmio do Júri em Cannes, Melhor Atriz (Kati Outinen) no mesmo festival, prêmio da crítica em San Sebastián, sete indicações ao European Film Award, e uma surpreendente indicação ao Oscar de filme estrangeiro (representando a Finlândia), além de várias outras premiações em diversos festivais pelo mundo. É quase injustificável tamanho destaque. Não que O Homem Sem Passado seja um filme ruim, mas seguramente ele passaria despercebido em qualquer sala menor de algum Espaço Unibanco não fossem estas importantes premiações.

    O filme está longe de empolgar, de entusiasmar e de permanecer vivo em nossos corações e mentes durante muito tempo. Sem dúvida sua narrativa é estranha aos padrões convencionais, com uma frieza ímpar e um tipo de humor bastante peculiar, talvez melhor compreendido pelos finlandeses. Há momentos onde nasce a dúvida se o diretor está sendo sarcástico, ao fazer seus atores se movimentar quase como robôs, ou se estamos realmente diante de uma falha de direção. De qualquer forma, seja qual for a leitura, a impressão final é que estamos apenas diante de um trabalho frágil, hipervalorizado pela comunidade cinematográfica mundial.

    12 de março de 2003.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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