O HOMEM SEM SOMBRA

O HOMEM SEM SOMBRA

(Hollow Man)

2000 , 112 MIN.

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul Verhoeven

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew W. Marlowe

    Produção: Alan Marshall, Douglas Wick

    Fotografia: Jost Vacano

    Trilha Sonora: Jerry Goldsmith, Juliana Hatfield

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation

    Elenco

    Elizabeth Shue, Greg Grunberg, Josh Brolin, Kevin Bacon, Kim Dickens

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Mil novecentos e trinta e três. Época da Grande Depressão e dos grandes filmes de horror. O cineasta inglês James Whale, após o êxito de Frankenstein, dirige O Homem Invisível, com Claude Rains e Gloria Stuart (que muito mais tarde faria o papel da velhinha que conta toda a história de Titanic).
    Ano 2000. Época de grande desenvolvimento econômico nos EUA e dos grandes filmes de ação. O cineasta holandês Paul Verhoeven dirige O Homem sem Sombra, com Kevin Bacon e Elisabeth Shue.
    Apenas uma tênue linha de argumento denuncia que o segundo filme foi inspirado no primeiro. Fora a história básica do cientista que desenvolve uma fórmula para se tornar invisível, mas que não consegue ficar visível novamente, nada de O Homem Sem Sombra remete a O Homem Invisível. Enquanto o clássico de Whale priorizava o suspense e a angústia existencial do personagem título, a superprodução de Verhoeven privilegia a ação e os efeitos especiais.

    O Homem Sem Sombra começa bem. Mostra um ultra-moderno e secreto laboratório que faz experimentos científicos visando tornar seres humanos invisíveis. Tudo sob encomenda do Pentágono. O líder da experiência é Sebastian Caine (Kevin Bacon), cientista tão brilhante quanto pernóstico. Nem precisa dizer que o pedantismo de Caine vai colocar em risco todo o projeto.

    Na verdade, a história não é o ponto forte do filme. O Homem Sem Sombra se apóia principalmente sobre uma parafernália de excelentes efeitos que prendem o espectador na poltrona durante as mirabolantes cenas de transformação. Imagine um corpo humano se tornando visível e/ou invisível de dentro para fora e vice-versa, com vísceras e ossos à vista. Verhoeven imaginou. E o supervisor de efeitos especiais Scott Anderson (o mesmo do segundo Duro de Matar e do primeiro Babe, o Porquinho Atrapalhado) concretizou. Não foi à toa que os custos de produção atingiram os US$ 95 milhões.

    O resultado sem dúvida impressiona. Porém, passado o primeiro impacto, o filme inicia uma queda lenta e gradual de qualidade, que desemboca num final tipicamente hollywoodiano, cheio de situações forçadamente impossíveis, e aquele morre-não-morre que não engana mais ninguém.

    Para um diretor que vem de dois retumbantes fracassos seguidos – Showgirls e Tropas EstelaresO Homem Sem Sombra é uma verdadeira redenção. Para quem espera um filmaço dos bons, não é exatamente a grande pedida. Mas para um domingão à tarde, com pipoca e guaraná, é excelente.


    27 de setembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente atua na Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e apresenta o programa Tela 21, no Canal 21 de São Paulo. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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