O LEGADO BOURNE

O LEGADO BOURNE

(The Bourne Legacy)

2012 , 135 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 07/09/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tony Gilroy

    Equipe técnica

    Roteiro: Dan Gilroy, Tony Gilroy

    Produção: Ben Smith, Frank Marshall, Jeffrey M. Weiner, Patrick Crowley

    Fotografia: Robert Elswit

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Albert Finney, Corey Stoll, Edward Norton, EliHarris, Jeff Grossman, Jeremy Renner, Joan Allen, Michael Berresse, Michael Chernus, Nilaja Sun, Oscar Isaac, Page Leong, Rachel Weisz, Scott Glenn, Sheena Colette, Stacy Keach, Tom Riis Farrell

  • Crítica

    03/09/2012 19h17

    Em 2009, o livro A Identidade Bourne, de Michael Ludlum - que já havia ganhado uma versão para TV em 1988 - chegou aos cinemas em boa adaptação dirigida por Doug Liman e estrelada por Matt Damon. O êxito do filme nas telas deu origem a duas igualmente boas sequências: A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne, estas dirigidas por Paul Greengrass. Já estava de bom tamanho, mas resolveram sugar a última gota da franquia e lançar O Legado Bourne, com direção de Tony Gilroy (Conduta de Risco), primeiro filme a excluir o personagem Jason Bourne da trama.

    A produção se concentra em Aaron Cross (Jeremy Renner), outro agente especial resultado de experimentos científicos assim como Bourne. Depois dos inúmeros problemas retratados nos três primeiros filmes, a agência secreta responsável pelos agentes decide eliminar todos seus recrutas experimentais. Croos está no Alasca passando por testes de resistência física e escapa da degola por pouco, mas precisa encontrar a Dra. Marta Shearing (a sempre exuberante Rachel Weisz) para conseguir as drogas estimulantes que o mantém vivo.

    O que segue então é um corre-corre recheado de reviravoltas e cenas de pancadaria sem muito embasamento. Cross e a Dra. Shearing fogem dos algozes que querem eliminá-los, mas não há nada aqui comparado com a empatia de Matt Damon e da atriz Franka Potente vista nos dois primeiros filmes da série. O Legado Bourne tem ótimo elenco, que reúne, além dos bons Jeremy Renner e de Rachel Weisz, estrelas como Edward Norton, Joan Allen, e Scott Glenn e Albert Finney, mas todos mal aproveitados por um roteiro fraco.

    O Legado Bourne passa longe da profundidade e intriga da trilogia que o antecedeu. Todo o clima de tensão e a apreensão pelas descobertas e embates de Jason Bourne nos filme anteriores não se transferem para esta continuação. Os produtores talvez acreditem que cenas de perseguição e do agente demonstrando suas habilidades de luta sejam as únicas responsáveis pelo sucesso da franquia, quando na verdade foi seu enredo bem-elaborado o causador do sucesso. Neste filme não há nada para fazer o público pensar, questionar, e sim uma confusão de informações e diálogos envolvendo pílulas azuis, verdes e siglas com o intuito de deixá-lo confuso.

    Como apresenta uma conexão narrativa tênue com os filmes anteriores, melhor seria ter reiniciado a série com Jeremy Renner no papel principal. Neste sentido, O Legado Bourne nada mais é que um thriller de ação genérico que tenta se sustentar em cima de uma franquia de sucesso. De resto sobram cenas de ação – bem filmadas, não nego – em cima de uma história pobre.

    Como era de se esperar, o filme deixa em aberto uma possível continuação, mas a julgar pelo resultado, trata-se de uma continuação desnecessária. Se fosse um filme independente, O Legado Bourne passaria facilmente por um thriller de espionagem mediano. Como continuação de uma série exitosa, não passa de um atestado de óbito.

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