O LIBERTINO

O LIBERTINO

(The Libertine)

2005 , 116 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Laurence Dunmore

    Equipe técnica

    Roteiro: Stephen Jeffreys

    Produção: John Malkovich, Lianne Halfon, Russell Smith

    Fotografia: Alexander Melman

    Trilha Sonora: Michael Nyman

    Elenco

    Cara Horgan, Habib Nasib Nader, John Malkovich, Johnny Depp, Laurence Spellman, Maimie McCoy, Richard Coyle, Rosamund Pike, Rupert Friend, Samantha Morton, Shane MacGowan, Tom Hollander

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O espectador mais desavisado pode até dizer: "Eba, filme com o Johnny Depp!". Tudo bem, mas O Libertino pode ser tudo, menos "Eba!". Deixe de lado aquele Johnny Depp divertido e escrachado de Piratas do Caribe para apreciar o ator num papel bem mais denso, problemático e até mesmo doentio. Aqui, ele se doa por inteiro para interpretar a vida real de John Wilmot, conhecido como Conde de Rochester, um nobre libertino que viveu sua curta e louca vida no período da Restauração Inglesa, no século 17.

    Na época, o reinado de Charles II (John Malkovich, também um dos produtores do filme) ficou marcado pela intensa liberalização das artes, das ciências e dos costumes. Mas mesmo entre tanta liberdade, ninguém exerceu tanto o direito de fazer o que quisesse, quando quisesse, como o Conde de Rochester. Vivendo à sombra da Corte, rodeado de mulheres e sem sequer se importar com a necessidade ou não de se sustentar financeiramente, o Conde é especialista em testar situações limites. Irreverente, promíscuo, lascivo, ousado e confidente do Rei, ele se delicia em ridicularizar os nobres da Inglaterra, ao mesmo tempo em que escandaliza a sociedade londrina com suas rasgadas aventuras sexuais. Ao se apaixonar pela prostituta e aspirante a atriz Elizabeth Barry (Samantha Morton, de Minority Report - A Nova Lei), o Conde passa a dedicar sua vida à difícil tarefa de transformá-la na maior estrela dos palcos britânicos. E, como em tudo o que faz, ele se doa por inteiro, as conseqüências serão inevitáveis.

    O Libertino é o primeiro trabalho no cinema do diretor de clipes e comerciais Laurence Dunmore. E, antes que o leitor tire conclusões precipitadas sobre esta informação, vale dizer que o filme não tem nada de comercial, muito menos de publicitário. Trata-se de um trabalho pesado, filmado sob uma fotografia mórbida e escura, e com uma quantidade de texto que exige toda a atenção possível da platéia. O roteiro é de Stephen Jeffreys, também estreando no cinema, a partir de sua própria peça teatral. Não é um trabalho facilmente digerível, mas, na medida em que o espectador se propõe a mergulhar na história, certamente é recompensado com as idéias revolucionárias e radicais de um homem que estava à frente de seu tempo.

    O Libertino foi indicado a oito prêmios no British Independent Award.

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