O LORAX: EM BUSCA DA TRÚFULA PERDIDA

O LORAX: EM BUSCA DA TRÚFULA PERDIDA

(Dr. Seuss' The Lorax)

2012 , 94 MIN.

12 anos

Gênero: Animação

Estréia: 30/03/2012

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Renaud, Kyle Balda

    Equipe técnica

    Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio

    Produção: Christopher Meledandri, Janet Healy

    Estúdio: Illumination Entertainment, Universal Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Betty White, Bill Farmer, Bob Bergen, Chris Renaud, Claira Nicole Titman, Danny Cooksey, Danny DeVito, Danny Mann, Dave B. Mitchell, Debi Derryberry, Dempsey Pappion, Ed Helms, Elmarie Wendel, Jack Angel, Jan Rabson, Jenny Slate, Jess Harnell, Jim Ward, Joel Swetow, John Cygan, Laraine Newman, Michael Beattie, Mickie McGowan, Mona Marshall, Nasim Pedrad, Rob Riggle, Sherry Lynn, Stephen Tobolowsky, Taylor Swift, Zac Efron

  • Crítica

    28/03/2012 21h00

    O gênio criativo do escritor e cartunista Theodor Seuss Geisel, mais conhecido pela alcunha de Dr. Seuss, deu origem a livros infantis populares que incorporam personagens coloridos, de diálogo em verso e inseridos em trama com pontos de vistas sociopolíticos. Temas como ganância, igualdade racial e meio ambiente pautam muitas das obras do autor. Em O Lorax- Em Busca da Trúfula Perdida, novo longa-metragem a ganhar as telas inspirado em best-seller do artista americano, a preservação dos recursos naturais é o tema central.

    É impossível avaliar O Lorax sem discutir sua mensagem ambientalista sem rodeios. Aqui reside um dos pontos positivos do filme. Apesar de nada sutil, o discurso preservacionista no longa não toma ares do cansativo blablablá proselitista dos ecochatos.Tudo é conduzido de forma simpática, agradável e com leveza. O objetivo é divertir as crianças e não doutriná-las. Assisti ao filme numa sessão para jornalistas e seus filhos e o que vi foi entusiasmo do público-alvo do filme. A criançada carrega a mensagem ambientalista de que cortar árvores é ruim, mas antes de tudo se diverte.

    A trama se passa na artificial cidade de Thneed-Ville, onde tudo é de plástico. Lá, o jovem Ted procura uma árvore de verdade na tentativa de impressionar a garota de seus sonhos, a vizinha Audrey. Com esse intuito, ele sai dos limites da cidade e vai falar com o misterioso The Once-ler (Umavezildo, na versão nacional), que lhe conta como aconteceu o sumiço das trúfulas (exóticas árvores com pelos no lugar das folhagens) e sobre o estranho Lorax, que cruzou seu caminho quando este resolveu derrubar as florestas em busca de lucro. O personagem que dá nome ao filme é um simpático e bigodudo herói que é a entidade encarregada de proteger a natureza, embora não possa fazer mais do que dar conselhos. Porém, as aventuras e as boas intenções do garoto Ted não são bem vistas por Mr. O’Hare, um milionário que fez fortuna às custas da poluição da cidade, vendendo ar puro a preços elevados.

    Dirigido por Chris Renaud e Kyle Balda, de Meu Malvado Favorito, O Lorax se diferencia das animações da Pixar e DreamWorks por se assumir como destinado a crianças. Não existe no filme o humor pontual para adultos, estratégia usual para entreter os pais que levarão os filhos ao cinema. No entanto, os roteiristas Ken Daurio e Cinco Paul souberam muito bem incorporar os elementos do texto em verso de Seuss aos diálogos e músicas, levando ao espectador, mesmo adulto, um filme engraçado e agradável em sua condução. A qualidade técnica da animação também é elogiável. O filme é brilhante, colorido e as texturas e desenhos fazem o plástico parecer plástico e as árvores passarem a sensação de frescor, mesmo que dotadas de pelos no lugar de folhas. Os humanos são mostrados sem que se busque o realismo físico, melhor abordagem a meu ver para um filme cujo objetivo é interagir com o mundo lúdico de uma criança.

    No original, atores bem conhecidos fazem vozes dos personagens principais, com destaque para Danny DeVito, Zac Efron e Taylor Swift (nova queridinha do público adolescente norte-americano), sendo que os dois últimos interpretam as canções de letras bem alinhadas ao enredo do filme. A versão brasileira não tem entre seus dubladores nenhum astro de renome, mas as interpretações e as versões não ficam devendo às originais.

    Talvez os adultos achem o roteiro de A Trúfula Perdida - sem grandes reviravoltas e sacadas - um pouco maçante, mas o fato é que pude comprovar que seu público-alvo embarca na história. E não serei eu a analisar as razões e gostos das crianças, mesmo porque meu lado menino falou mais alto durante a projeção e me diverti muito.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus