Pôster do filme O Lugar Onde Tudo Termina

O LUGAR ONDE TUDO TERMINA

(The Place Beyond the Pines)

2012 , 140 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/06/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Derek Cianfrance

    Equipe técnica

    Roteiro: Ben Coccio, Darius Marder, Derek Cianfrance

    Produção: Alex Orlovsky, Jamie Patricof, Lynette Howell, Sidney Kimmel

    Fotografia: Sean Bobbitt

    Trilha Sonora: Mike Patton

    Estúdio: Electric City Entertainment, Hunting Lane Films, Pines Productions, Sidney Kimmel Entertainment, Silverwood Films, Verisimilitude

    Montador: Jim Helton, Ron Patane

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Alex Pulling, Anthony Pizza, Ben Mendelsohn, Bradley Cooper, Bruce Greenwood, Craig Van Hook, Cynthia Pelletier-Sullivan, Dane DeHaan, Dante Shafer, Emory Cohen, Ephraim Benton, Eva Mendes, Gabe Fazio, Harris Yulin, Jan Libertucci, Jefrey Pollock, Jennifer Sober, Kayla Smalls, Luca Pierucci, MacKenzie Trainor, Mahershala Ali, Nicole Califano, Olga Merediz, Ray Liotta, Rev. John Facci, Robert Clohessy, Rose Byrne, Ryan Gosling, Shannon Plumb, Tracey Agustin, Vanessa Thorpe

  • Crítica

    18/06/2013 01h00

    Por Daniel Reininger

    O diretor Derek Cianfrance causou uma boa impressão com Namorados para Sempre e isso lhe deu confiança para ser ambicioso em O Lugar Onde Tudo Termina. O cineasta criou então uma obra complexa e sombria, porém, não conseguiu superar seu último trabalho. O drama sobre moralidade e culpa é dividido em três atos, cada um com seu protagonista, no entanto, é exatamente essa divisão que compromete o filme.

    Na primeira parte, Ryan Gosling é Luke, um motoqueiro que trabalha em um parque de diversões itinerante. Ao voltar a uma cidade que visitou um ano antes, descobre ser pai de uma criança. Ele decide abandonar o trabalho e conhecer seu filho, mas quando a grana aperta, ele se envolve com roubos de bancos. O personagem é praticamente o mesmo de Drive, um piloto habilidoso e perturbado que tenta fazer a coisa certa da maneira errada.

    O segundo ato é a história de Avery (Bradley Cooper), um policial que se torna herói do dia para a noite. Falar demais dessa parte poderia dar informações importantes da primeira e basta dizer que o personagem acaba envolvido com corrupção e política. O terceiro é sobre os filhos de Luke e Avery, dois jovens problemáticos que se conhecem no colegial e sofrem as consequências das escolhas dos pais.

    A troca de protagonista é uma jogada audaciosa que não compensa. O primeiro ato é, de longe, o melhor deles. A história é forte, o protagonista cativante e o mundo à sua volta está em colapso. As outras histórias são boas, porém não conseguem manter o mesmo ritmo e intensidade. Por sua vez, a trama focada no personagem de Cooper é a pior das três. Embora o personagem seja carismático, ele nunca parece ser uma pessoa real, devido a situações e escolhas improváveis.

    Cianfrance acertou no visual, o qual reforça a tristeza do roteiro com uma atmosfera sufocante, reforçada pela trilha sonora composta por Mike Patton, ex-vocalista do Faith no More. O tom visceral é garantido por detalhes como o vômito de Luke após o primeiro roubo ou a voz desesperada durante um assalto que não sai como esperado.

    Além dos protagonistas, o resto do elenco também está muito bem. Eva Mendes convence como Romina, a mãe do bebê de Luke, dividida entre um romance improvável e a segurança de seu atual relacionamento. No terceiro ato, é uma mãe assombrada pelo passado e por um filho drogado. Dane DeHaan também impressiona como Jason, filho de Luke, vítima de situações além de seu controle. Em alguns momentos, os personagens mantém o interesse do espectador mesmo após a trama cair no marasmo.

    O Lugar Onde Tudo Termina é uma obra reflexiva, que arrisca um formato interessante, mas é incapaz de tratar a transição entre as histórias com fluidez. O longa funcionaria melhor como uma trilogia, embora nesse caso a mensagem pretendida pelo diretor fosse diluída. O mérito de Cianfrance é nos fazer pensar sobre como nossas escolhas moldam o mundo em que vivemos, mesmo que nem sempre tenhamos controle sobre onde elas podem nos levar.

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