O MAGNATA

O MAGNATA

(O Magnata)

2007 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 15/11/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Johnny Araújo

    Equipe técnica

    Roteiro: Chorão

    Produção: Caio Gullane, Chorão, Débora Ivanov, Fabiano Gullane

    Fotografia: André Modugno

    Trilha Sonora: Charlie Brown Jr

    Estúdio: Gullane Filmes, Miravista

    Elenco

    Chico Díaz, Chorão, João Gordo, Juliano Cazarré, Maria Luísa Mendonça, Milhem Cortaz, Naruna Costa, Paulo Vilhena, Rita Batata, Rosanne Holland

  • Crítica

    15/11/2007 00h00

    O Magnata é "vendido" como um filme do Chorão. Mesmo quem não se interessa muito sobre o universo musical que seduz os jovens atualmente, conhece quem concebeu este longa-metragem ou pelo menos já ouviu falar de sua banda, a Charlie Brown Jr.. Com o nome do famoso personagem das tirinhas criado por Charles Schultz nos anos 50, o grupo tem feito bastante sucesso no cenário roqueiro brasileiro desde o fim da década de 90. Explicar este contexto é imprescindível quando se pensa no que O Magnata significa ao cinema.

    O filme, que demorou quatro anos para ficar pronto, dialoga diretamente com o público que consome o que Chorão e sua banda produzem na área musical. Ou seja, os fãs do conjunto formam o público-alvo da produção. E, neste sentido, O Magnata é capaz de cumprir com sua função. Com linguagem visual moderna, totalmente urbana e influenciada por manifestações culturais que mais estão presentes numa cidade como São Paulo - como o grafite, o rock-and-roll, a música hip hop e a prática do skate -, o longa-metragem junta uma série de elementos que têm tudo para "fazer a cabeça" do público que cresceu vendo MTV.

    O Magnata acompanha quatro dias na vida de Magnata (Paulo Vilhena), jovem oriundo de uma abastada família paulistana. Mas o fato de ter tido "berço" não significa educação e o protagonista, arrogante ao extremo, comporta-se como se pudesse tudo, até roubar uma Ferrari. Literalmente. Percorrendo a cidade de São Paulo entre festas e bebedeiras; circulando entre bandidos e à frente de uma banda de rock-n'-roll, Magnata vive no seu limite, testado quando ele conhece a bela Dri (Rosanne Mulholland, de A Concepção). No mesmo momento em que se apaixona, o personagem vê o mundo que construiu - ou melhor, foi destruindo aos poucos - desmoronar perigosamente.

    Esta é a primeira vez que Chorão escreve um roteiro - na função, ele recebeu a ajuda posterior de Bráulio Mantovani (Tropa de Elite), Messina Neto, Carlos Cortez (Querô) e Danilo Gullane -; também é o primeiro trabalho de Johnny Araújo na direção de um longa, após vasta experiência em videoclipes e comerciais, assim como de Paulo Vilhena no cinema. Portanto, corre "sangue jovem" pelas veias de O Magnata, o que é bastante importante para que o longa atinja o público que pretende.

    Pela experiência na direção de produções como videoclipes musicais, Araújo sabe como aplicar as técnicas que aprendeu ao longo de sua carreira numa produção cinematográfica. Utilizando de uma montagem rápida e uma direção bastante dinâmica, ele é capaz de atingir em cheio o gosto do público jovem. Portanto, se existem prós em O Magnata, os louros devem ser entregues ao diretor. No entanto, avaliando o projeto como peça cinematográfica, é difícil realmente apreciar um filme que traz personagens coadjuvantes rasos e mal-construídos, além de um roteiro previsível que toca em lugares-comuns o tempo todo. Além dessa questão mercadológica, fica difícil saber quais são as intenções do longa. Talvez ele não queira mais do que levar os jovens aos cinemas, independente de mensagens ou lições de morais. Não há problema nenhum nisso, mas é de primeira importância que o espectador perceba que não encontrará muito mais do que um desfile de bem-aplicadas técnicas cinematográficas e, de fato, O Magnata pode encontrar seu público na roupagem que se encontra. Desde que ele não exija profundidade cinematográfica.

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