O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA

(The Texas Chainsaw Massacre)

2003 , 100 MIN.

18 anos

Gênero: Terror

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcus Nispel

    Equipe técnica

    Roteiro: Scott Kosar

    Produção: Michael Bay, Mike Fleiss

    Fotografia: Daniel Pearl

    Trilha Sonora: Mel Wesson, Steve Jablonsky, Tobe Hooper, Wayne Bell

    Estúdio: New Line Cinema

    Elenco

    Eric Balfour, Jessica Biel, Jonathan Tucker, Mike Vogel, Stephen Lee

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O Massacre da Serra Elétrica, de 1974, é um dos filmes mais assustadores já feitos: as condições técnicas precárias, aliadas ao fato do roteiro ter sido inspirado em fatos reais, fizeram deste um dos clássicos do cinema de terror. Em 2003, o longa ganhou esta refilmagem que conseguiu uma verdadeira proeza: ser completamente diferente do original sem decepcionar o espectador.

    O Massacre da Serra Elétrica conserva a espinha dorsal do roteiro original: em 1974, cinco jovens viajam pela zona rural do Texas quando deparam com uma família de assassinos. A nova versão, no entanto, guarda muitas novas (e boas) surpresas no roteiro e cenas muito mais explícitas no quesito "carnificina". Erin (Jessica Biel, do seriado mais chato do mundo, Sétimo Céu), o namorado Kemper (Eric Balfour, de um dos melhores seriados do mundo, A Sete Palmos) e os amigos Morgan (Jonatham Tucker), Pepper (Erica Leerhsen) e Andy (Mike Vogel) passam pelo Estado, após uma viagem ao México, quando quase atropelam uma jovem perturbada na estrada. Mal sabem eles que, ao tentar ajudar a pobre moça, vão se meter no pior pesadelo de suas vidas, quando a menina estoura os próprios miolos no banco de trás da van. Em busca de ajuda, os cinco jovens entram na cidade de Travis, onde encontram moradores esquisitos demais ao procurar a polícia. Um a um, eles conhecem de uma forma nada acolhedora a família Hewitt, cujo filho é Leatherface, um dos mais notórios vilões do cinema - e, também, da vida real.

    Dirigido pelo estreante em longas Marcus Nispel, O Massacre da Serra Elétrica tem roteiro de Scott Kosar (O Operário), que conseguiu deixar esta versão muito mais aflitiva. Os cenários são sujos, cheios de carne e sangue. Os ganchos do matadouro dos Hewitt (afinal, Leatherface não passa de um açougueiro) parecem maiores, mais doloridos e pontudos, assim como as torturas pelas quais passam os jovens deste filme, em especial Erin, a heroína. Não, ela não tem o impressionante fôlego da "rainha do grito" Marilyn Burns, a heroína do original, mas fica melhor em uma camiseta molhada. Sim, porque O Massacre da Serra Elétrica ainda tem uma "gostosa" em camiseta branca molhada, um plus para atrair os adolescentes às salas de cinema. Também vale destacar a fotografia: tão inovadora e assustadora no primeiro filme, nesta versão é feita pelo mesmo Daniel Pearl, que pode aplicar aqui tudo de melhor que aprendeu nesses quase 30 anos desde a primeira fotografia.

    Comparar os dois filmes é ao mesmo tempo inevitável e inútil. Temos aí quase três décadas de evolução nas técnicas cinematográficas e, também, alguns milhões de dólares a mais no orçamento. O Massacre da Serra Elétrica não deve causar tanto impacto quanto seu original, nem será banido por mais de dez anos em países, como Inglaterra, Alemanha e até mesmo Brasil, como aconteceu com o primeiro longa, porque esse ineditismo chocante que a versão de 1974 trazia não existe mais. Filmes com serial killers temos de monte, adolescentes sendo brutalmente assassinados também.

    O grande trunfo de O Massacre da Serra Elétrica está na coragem de recontar uma história que já havia sido contada com tamanho primor. E, mais do que isso, esta nova versão das maldades de Leatherface e sua igualmente doente família consegue ser assustadora e competente, mesmo tendo essa enorme sombra sobre sua cabeça. Por isso, além de assustar novos espectadores que nunca viram o primeiro filme (e, conseqüentemente, terão vontade de fazê-lo), O Massacre da Serra Elétrica deve deixar os fãs do longa de Tobe Hooper (como eu) com um ligeiro sorriso de satisfação e alívio ao fim da sessão.

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