O MATADOR (2005)

O MATADOR (2005)

(The Matador)

2005 , 97 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard Shepard

    Equipe técnica

    Roteiro: Richard Shepard

    Produção: Beau St. Clair, Bryan Furst, Pierce Brosnan, Sean Furst

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Estúdio: Equity Pictures Medienfonds GmbH & Co. KG II

    Elenco

    Adam Scott, Dylan Baker, Greg Kinnear, Hope Davis, Philip Baker Hall, Pierce Brosnan

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um dos terrenos mais perigosos do cinema é o da comédia de humor negro. É preciso ser muito cínico, sutil e/ ou muito britânico para balancear com eficiência os elementos que compõem este delicioso subgênero. Infelizmente, não foi o que aconteceu em O Matador, do diretor e roteirista nova-iorquino Richard Shepard, praticamente desconhecido no Brasil.

    Pierce Brosnan, famoso como 007, faz aqui um papel-antítese do charmoso James Bond. Matador profissional, ele executa seus serviços com quase nenhum interesse. Está decadente, sua vista já está falhando e seu dedo já não é tão firme no gatilho. Solitário, encontra na bebida sua única companhia entre um "trabalho" e outro. Seus clientes não são a Máfia nem o crime organizado, mas sim as grandes corporações (o que dá na mesma) que precisam - literalmente - eliminar concorrentes. Sua vida transcorre de maneira entediante, até o dia em que ele conhece o jovem executivo Danny (Greg Kinnear, de Ligado em Você). Começa então uma improvável amizade entre duas pessoas muito diferentes. Um relacionamento que tem o poder transformador de proporcionar novos rumos às vidas dos envolvidos.

    Perdido entre boas intenções não realizadas, O Matador é um filme que não decola. Como humor negro, por mais que Pierce Brosnan satirize a si mesmo e aos filmes de 007, faltam malícia e sarcasmo ao roteiro. Quando pende para o drama, escorrega. E certamente também não agradará aos fãs de filmes policiais, ainda que tente partir para o campo da violência estilizada a "la Tarantino". A direção estagna-se num meio-termo perigoso de pouca substância, fazendo do filme nada mais que um sub-Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.

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