O MURO

O MURO

(Le Mur)

1998 , 67 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alain Berliner

    Equipe técnica

    Roteiro: Alain Berliner

    Produção: Carole Scotta, Caroline Benjo, Pierre Chevalier, Simon Arnal

    Fotografia: Yves Cape

    Trilha Sonora: Alain Debaisieux

    Elenco

    Daniel Hanssens, Darmien Gillard, Michäel Pas, Mil Seghers, Pascale Bal, Peter Michel

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Muito menos “badalada” pela imprensa mundial que os conflitos da Bósnia ou da Chechênia, a pequena guerra fria que estremece as regiões de Flandres e Valônia, na Bélgica, também é um barril de pólvora étnico e social. Enquanto parte dos flamengos (habitantes de Flandres) quer que a região se torne independente, parte dos valões prefere ser anexada à França. Até os idiomas são diferentes.

    É neste contexto de instabilidade política que o filme O Muro situa a história de Albert. Simplório e pacato, Albert é uma pessoa muito popular na fronteira imaginária que divide Flandres e Valônia. É ali, instalado num trailler, que ele vende as mais elogiadas batatas fritas do lugar. Tímido, ele reluta em aceitar o convite de um amigo para passar o reveillon numa festa, mas acaba cedendo, motivado pelo incentivo do fantasma de seu próprio pai, com quem conversa diariamente, há 15 anos. Na festa de reveillon, Albert acaba se apaixonando, passa a noite com a bonita Wendy e, no dia seguinte, surpresa: o Sol se recusou a nascer, coisas estranhas aconteceram, e a Bélgica acordou totalmente transformada.

    Em ritmo de fábula, O Muro critica a intolerância social e a divisão entre os povos, ao mesmo tempo em que denuncia a perigosa e tensa situação da Bélgica de hoje, “um país muito pequeno onde nada acontece” diz, sarcástico, um dos personagens do filme. Quase um média metragem (são apenas 67 minutos de projeção), O Muro é o representante belga do projeto “2000 visto por...”, série francesa que fez um mapeamento cinematográfico do reveillón de 1999 através de filmes produzidos em vários países. Sem dúvida este não é o melhor da série, mas é um trabalho simpático que se perde em determinados momentos, e que tenta trazer uma mensagem bem-vinda de união e otimismo.

    Simples e despretensioso, o filme tem a direção de Alian Berliner, o mesmo do ótimo Minha Vida em Cor de Rosa.


    07 de dezembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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