O NEVOEIRO

O NEVOEIRO

(The Mist)

2007 , 126 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 29/08/2008

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Frank Darabont

    Equipe técnica

    Roteiro: Frank Darabont

    Produção: Frank Darabont, Liz Glotzer

    Fotografia: Ronn Schmidt

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: Darkwoods Productions, Dimension Films, The Weinstein Company

    Elenco

    Alexa Davalos, Amin Joseph, Andre Braugher, Andy Stahl, Brandon O'Dell, Brian Libby, Buck Taylor, Chris Owen, David Jensen, Dodie Brown, Frances Sternhagen, Ginnie Randall, Gregg Brazzel, Jackson Hurst, Jeffrey DeMunn, Juan Gabriel Pareja, Julio Cedillo, Kelly Lintz, Kim Wall, Laurie Holden, Marcia Gay Harden, Mathew Greer, Melissa McBride, Nathan Gamble, Robert C. Treveiler, Ron Clinton Smith, Sam Witwer, Sonny Franks, Susan Malerstein, Taylor E. Brown, Thomas Jane, Tiffany Morgan, Toby Jones, Walter Fauntleroy, William Sadler

  • Crítica

    29/08/2008 00h00

    O Nevoeiro começa como um suspense convencional. Sugestionado pelo título, me lembro de A Bruma Assassina, que o eficiente John Carpenter dirigiu em 1980. Logo nas primeiras cenas vê-se até o protagonista, que é artista plástico, desenhando o pôster do filme O Enigma do Outro Mundo, dirigido por Carpenter. Chego a pensar que O Nevoeiro possa ser um remake de A Bruma Assassina. Não é.

    Sem nenhum motivo aparente, um denso nevoeiro cai sobre uma pequena cidade do interior dos EUA, cortando todo e qualquer tipo de comunicação. Não se enxerga um palmo diante do nariz. Assustadas, as pessoas correm até o supermercado, para estocar alimentos. A situação piora quando um morador, com rosto e camisa cheios de sangue, diz ter sido "atacado" pela neblina. Instaura-se dentro daquele mercado - onde a maior parte da ação se desenvolverá - um misto de medo e incredulidade.

    A partir daí, O Nevoeiro assume ares daqueles deliciosos filmes de drive-in dos anos 50, tipo A Bolha Assassina. Ou seja: medo geral, ação ambientada numa cidadezinha interiorana, vários personagens quase todos principais, muito clima de horror e poucos efeitos especiais. Porém, logo o diretor Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade) começa a imprimir uma proposta mais ambiciosa ao seu filme. Ao criar naquele mercado (um tipo de Meca consumista) o próprio microcosmos da sociedade americana, ele une num único espaço cênico figuras representativas como os militares, os céticos, os heróis, a maioria silenciosa e até um poder paralelo instalado pelo fanatismo religioso. Todos estão lá, sem poder sair, sem, literalmente. enxergar a situação. É o retrato de um país acuado pelo medo.

    Mas novamente o diretor surpreende, negando as desgastadas fórmulas convencionais do filme de terror comum. Quanto mais O Nevoeiro avança, mais ele prende o espectador até desembocar num final perturbador e sem concessões. Um soco no estômago.

    Para contar esta história baseada num conto de Stephen King (sempre ele), Darabont se apóia num ótimo elenco encabeçado por Thomas Jane (O Justiceiro) no papel do homem comum que de um segundo para o outro é obrigado a tomar a liderança de uma situação aterrorizante. Com ele estão o surpreendente Toby Jones (o Truman Capote de Confidencial) e a veterana Marcia Gay-Harden (Sobre Meninos e Lobos) como uma fanática religiosa.

    Quem gosta de filmes de terror não pode perder O Nevoeiro, um dos melhores do gênero nos últimos anos. E quem não gosta deve arriscar uma olhada e, quem sabe, passar a gostar.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus