O NOVO MUNDO

O NOVO MUNDO

(The New World)

2005 , 145 MIN.

10 anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Terrence Malick

    Equipe técnica

    Roteiro: Terrence Malick

    Produção: Sarah Green

    Fotografia: Emmanuel Lubezki

    Trilha Sonora: James Horner

    Estúdio: First Foot Films, New Line Cinema, Sarah Green Film, Sunflower Productions, The Virginia Company LLC

    Elenco

    Alex Meraz, Alex Rice, Alexandra W.B. Malick, Anthony Parker, Arturo Adrian, August Schellenberg, Bear Allison, Ben Chaplin, Ben Mendelsohn, Bev Appleton, Billy Merasty, Brían F. O'Byrne, Brian Frejo, Brian Merrick, Chris Nelson, Christian Bale, Christopher Plummer, Colin Cox, Colin Farrell, Cory Rodriguez, Damien Ritter, David Thewlis, E. Danny Murphy, Eddie Marsan, Ford Flannagan, Gary Sundown, Gregory Labenz, Irene Bedard, Jake Curran, James McDonagh, Jamie Harris, Janine Duvitski, Jasper Britton, Jeremy Arviso, Jeremy Radin, Jesse Borrego, Joe Inscoe, John Savage, Jonathan Gonitel, Jonathan Pryce, Kalani Queypo, Kirk Acevedo, Larry T. Pourier, Lawrence Santiago, Lyle Kochamp, Marcus Frejo, Maria Pastel, Matthew Yeung, Michael Goodwin, Michael Greyeyes, Myrton Running Wolf, Nive Nielsen, Noah Taylor, Q'orianka Kilcher, Quetzal Guerrero, Raoul Trujillo, Raynor Scheine, Rulan Tangen, Sam Stevenson, Steven Dawn, Tayla Kean, Thomas Clair, Thomas Steven McDonagh, Thosh Collins, Todd Wallace, Wes Studi, Wewhum Fulwider, Will Wallace, Yorick van Wageningen, Zades Trujillo

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Já se passaram oito anos desde que o cineasta Terrence Malick dirigiu o elogiado Além da Linha Vermelha, filme de guerra protagonizado por astros como Sean Penn e George Clooney. Parece muito tempo entre este filme e O Novo Mundo, mas pouco perto do hiato de 20 anos que separa o mesmo e Cinzas no Paraíso (1978). Isso acontece principalmente porque o diretor sempre foi avesso ao estrelato e não faz filmes com a pretensão de estar sempre em destaque. Este retorno, então, é mais do que pertinente.

    Tanto no ritmo quanto esteticamente, O Novo Mundo se assemelha muito ao seu filme anterior: denso, de poucos diálogos, contemplativo – destaque para o trabalho do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki. Com essas descrições, poderíamos concluir que Malick não foi ousado, mas não é o caso: o diretor comanda essa épica produção com competência.

    O Novo Mundo não trata somente da aventura de um descobrimento geográfico, nem de uma história de amor intensa entre o capitão inglês John Smith (Colin Farrell) e a nativa norte-americana Pocahontas (Q'orianka Kilcher). O diretor propõe uma nova visão aos fatos históricos e às lendas que cercam estes dois personagens. A narrativa mostra a chegada de Smith pelas terras da Virginia, onde fundou a colônia de Jamestown.

    Malick se preocupa em dar enfoque à jornada interior dos seus personagens, principalmente quanto à questão antropológica, em função do choque cultural entre os nativos e os europeus. Smith, trazido pelas caravelas como prisioneiro por má conduta, é o primeiro a fazer essa jornada. Ao ser seqüestrado pelos nativos, ele demonstra aos poucos um grande aprendizado, imaginando que aquele território pode ser a oportunidade de transformar o mundo em algo menos injusto do que ele já conhecia.

    Este sonho é mais do que reforçado quando Smith se apaixona por Pocahontas. A princesa da tribo Powhatan é a representação real de sua ambição: pura, bela e bondosa. A nativa responde positivamente aos sentimentos do inglês e a relação entre os personagens mostra-se sutil e lírica. No entanto, os conflitos são inevitáveis. Pocahontas se vê obrigada a abandonar sua tribo em busca da concretização do amor, enquanto Smith, descontente com o futuro de sua colônia, retoma seu espírito aventureiro e parte em direção às Índias.

    O roteiro, infelizmente, sofre um pouco com essa mudança. A chegada do aristocrata John Rolfe (Christian Bale) no local e sua relação com Pocahontas é brusca demais, fato que pode ser explicado pelos cortes que Malick foi obrigado a fazer, mesmo após a edição final. De qualquer maneira, O Novo Mundo agrada e o diretor não deixa de impor nas câmeras o sentimento de desbravamento que a história necessita. Só espero que a sua próxima jornada não demore tanto quanto as outras.

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