O PACTO (2011)

O PACTO (2011)

(Seeking Justice / Solo Per Vendetta)

2011 , 108 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 09/03/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roger Donaldson

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Tannen

    Produção: James D. Stern, Tobey Maguire

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: J. Peter Robinson

    Estúdio: Endgame Entertainment, Maguire Entertainment, Ram Bergman Productions

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adrienne Esteen, Alex Van, Alexander Asefa, Alexi Melvin, Allen Boudreaux, Anthony Michael Frederick, Beau Brasseaux, Brett Gentile, Caitlyn Bosarge, Cullen Moss, Cynthia LeBlanc, D'Arcy Allen, Daurice Cummings, David Jensen, Denise Sweet, Dikran Tulaine, Dominic Raine, Donna Duplantier, Douglas M. Griffin, Elton LeBlanc, Emily D. Haley, Erica Day, Felder Charbonnet, Guy Pearce, Harold Perrineau, Haylie Creppel, Holly Ladnier, IronE Singleton, J. Omar Castro, J.D. Evermore, January Jones, Jason Davis, Jennifer Carpenter, Joe Chrest, Joseph Cintron, Julia Adams, Kurt W. Howard, Kylie Creppel, Marcus Lyle Brown, Mark Jr. Tubre, Mark Tubre, Markice Moore, Melody Noel, Michael Dennis Hill, Mike Pniewski, Mikki Val, Monica Acosta, Nicolas Cage, Nikki Ali, Olga Wilhelmine, Paul Bealer, Rachel Dupard, Renwick D. Scott II, Rey Hernandez, Scheryl W Brown, Sean Hassan Rogers, Seth Harden, Sharon Landry, Shima Ghamari, Terence Rosemore, Thomas Tah Hyde III, Timothy A. Vasquez, Wayne Pére, Xander Berkeley

  • Crítica

    07/03/2012 13h15

    O público quase não lembra mais daquele Nicolas Cage que levou pra casa um Oscar por sua atuação em Despedida em Las Vegas. Desde então parece que o ator adquiriu os maus hábitos do personagem Ben Sanderson e passou a escolher roteiros e assinar contratos de pileque. Só assim para explicar a quantidade de bobagens que protagonizou nos últimos anos. O thriller O Pacto não redime Cage, que há muito interpreta um mesmo tipo nas telas, mas ao menos é um bom entretenimento no estilo assista-divirta-se-esqueça.

    Nas mãos de Roger Donaldson – quem em 87 dirigiu o bom thriller Sem Saída -, o filme mostra o ator no papel do professor Will Gerard, cuja esposa, a musicista Laura (January Jones), é vítima de um brutal ato de violência nas ruas de Nova Orleans. Enquanto, desolado, aguarda no hospital a recuperação da mulher, é abordado por um homem que se identifica como Simon (Guy Pearce) e diz pertencer a uma organização secreta. Ele afirma saber onde está o criminoso e oferece a Cage a possibilidade de justiçar o bandido, mas para isso ele tem de se comprometer a fazer-lhes um pequeno favor em troca quando solicitado. Como todos sabem, menos Will, o tal “pequeno favor” não é algo fácil muito menos agradável de se fazer.

    Quando, seis meses depois, é convocado a pagar o que deve, Will é obrigado a realizar uma série de tarefas para ficar quite com os justiceiros da sua mulher. Como a tal sociedade sabia exatamente quem atacou a esposa de Gerard é uma das perguntas que o enredo nunca responde. Daí em diante o antes pacato e idealista professor de literatura é perseguido por bandidos, pela polícia, tem de dirigir carros em alta velocidade, dar uma de investigador e manusear uma arma de fogo. Nada de particularmente inventivo ou original acontece no filme, mas o roteiro amarra bem as pontas e promove algumas pequenas surpresas. Donaldson conduz bem as cenas de perseguição e sabe criar o clima de tensão crescente absolutamente necessário a filmes do gênero.

    Novidade mesmo em O Pacto é a maneira insólita como Cage é obrigado a responder se aceita ou não a ajuda da organização, algo que envolve a compra de duas barras de chocolate num determiando horário. Eu ainda acho um simples “sim” ou aceno de cabeça mais práticos. Também existe uma senha estranha usada pelo grupo e muito repetida ao longo do filme: “O coelho faminto salta”. O que significa? Bem, se você descobrir, escreva pra gente.

    Quanto às interpretações, ninguém compromete nem se destaca. Se fosse produtor do longa, trocaria Cage e Pearce de personagens. Este como o professor inofensível que se vê em apuros e Cage como o líder fora de controle da organização justiceira dariam um upgrade e tanto no filme.


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