O PALHAÇO (2011)

O PALHAÇO (2011)

(O Palhaço)

2011 , 90 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 28/10/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Selton Mello

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo Vindicatto, Selton Mello

    Produção: Vania Catani

    Fotografia: Adrian Teijido

    Trilha Sonora: Plínio Profeta

    Estúdio: Bananeira Filmes

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Álamo Facó, Bruna Chiaradia, Cadu Fávero, Erom Cordeiro, Fabiana Karla, Giselle Indrid, Giselle Motta, Hossen Minussi, Jackson Antunes, Jorge Loredo, Larissa Manoela, Maíra Chasseraux, Moacyr Franco, Paulo José, Renato Macedo, Selton Mello, Teuda Bara, Thogun, Tonico Pereira, Tony

  • Crítica

    27/10/2011 15h00

    Um forte encantamento toma conta da plateia assim que as primeiras imagens e os primeiros sons de O Palhaço invadem a tela e as caixas acústicas do cinema. Da cena inicial aos créditos finais, o filme é uma preciosidade. Além de dirigir o filme, Selton Mello faz o papel de Benjamin, mais conhecido como o palhaço Pangaré de um circo mambembe significativamente batizado de “Esperança”. Ou seja, tanto na tela como na vida real, além de carregar o difícil fardo de fazer rir, Selton/Benjamin/Pangaré também administra o negócio. Que, nesta ficção, passa de pai para filho. Um pai também palhaço, vivido por Paulo José, numa interpretação que deveria ser assistida de joelhos por todos os presentes.

    Pangaré é um palhaço estressado. Não apenas não se sente à vontade no picadeiro como também não consegue tirar da cabeça as reivindicações de sua trupe, tais como um ventilador e um sutiã tamanho gigante. Seu incômodo com a vida gera no filme um humor arrebatadoramente cruel, refinado, sarcástico, e não raramente nosense. Um jeito de fazer rir e pensar que remete às comédias sociais do leste europeu. É isso: O Palhaço tem ares de cinema romeno. Mas com afetividade brasileira.

    Tudo no filme é caprichado. A direção de arte cria com talento o clima ao mesmo tempo onírico e despojado do pequeno circo que perambula por um Brasil empoeirado. A fotografia dá tons pastéis amarelado à trama, enquanto a trilha une escancarados sopros com ares de banda a divertidas canções bregas dos anos 70, época em que a ação de se situa. De quebra, proporciona ao ator/cantor Moacyr Franco, no ano que completará 75 anos, a melhor interpretação de sua carreira, aplaudida em cena aberta quando o filme foi exibido no Festival de Paulínia. Foi a estreia de Moacyr no cinema.

    Antes da exibição neste mesmo Festival, Selton Mello havia dito no palco do evento que esperava que a delicadeza de O Palhaço se espalhasse por todos os presentes, “como uma coceira”, em suas palavras. A julgar pela qualidade do filme, o Brasil todo irá se coçar com esta estreia.



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