O PIANISTA

O PIANISTA

(The Pianist)

2002 , 148 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roman Polanski

    Equipe técnica

    Roteiro: Ronald Harwood

    Produção: Alain Sarde, Robert Benmussa, Roman Polanski

    Fotografia: Pawel Edelman

    Trilha Sonora: Wojciech Kilar

    Estúdio: Agencja Produkcji Filmowej, Bac Films, Canal+, Canal+ Polska, Filmboard Berlin-Brandenburg (FBB), FilmFernsehFonds Bayern, Filmförderungsanstalt (FFA), Heritage Films, Runteam, Studio Babelsberg Motion Pictures, StudioCanal, Telewizja Polska (TVP)

    Elenco

    Adam Bauman, Adrien Brody, Andrew Tiernan, Andrzej Blumenfeld, Andrzej Pieczynski, Andrzej Szenajch, Andrzej Walden, Andrzej Zielinski, Anthony Milner, Ben Harlan, Cezary Kosinski, Cyril Shaps, Daniel Caltagirone, Darian Wawer, Detlev von Wangenheim, Dmitri Leshchenko, Dorota Liliental, Ed Stoppard, Emilia Fox, Emilio Fernandez, Frank Finlay, Frank-Michael Köbe, Grzegorz Artman, Jaroslaw Kopaczewski, Jerzy Góralczyk, Jessica Kate Meyer, Joachim Paul Assböck, Joanna Brodzik, John Bennett, John Keogh, Julia Rayner, Katarzyna Bargielowska, Katarzyna Figura, Krzysztof Pieczynski, Lech Mackiewicz, Lejb Fogelman, Lucy Skeaping, Maciej Winkler, Maja Ostaszewska, Marian Dziedziel, Maureen Lipman, Maurycy Zylber, Michal Zebrowski, Morgane Polanski, Nina Franoszek, Nomi Sharron, Norbert Rakowski, Patrick Lanagan, Paul Bradley, Pawel Burczyk, Peter Rappenglück, Piotr Siejka, Rafal Mohr, Richard Ridings, Roddy Skeaping, Ronan Vibert, Roy Smiles, Ruth Platt, Tadeusz Wojtych, Thomas Kretschmann, Thomas Lawincky, Tom Strauss, Tomasz Golaski, Tomasz Tyndyk, Torsten Flach, Udo Kroschwald, Uwe Rathsam, Valentine Pelka, Wanja Mues, Weronika Szen, Wojciech Smolarz, Xawery Zylber, Zbigniew Dziduch, Zbigniew Walerys, Zbigniew Zamachowski, Zofia Czerwinska

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Era uma vez um jovem judeu vivendo na Polônia. Com a Segunda Guerra, todos os judeus passaram a ser perseguidos pelas tropas de Hitler, inclusive ele e sua família. Ele é um artista, o que não faz diferença alguma, pois deve se esconder de qualquer forma. E deve fugir pela sua vida. Essa história, resumida, é a do pianista Wladyslaw Szpilman que, em 1946, escreveu suas memórias. É, também, do cineasta Roman Polanski que, em 2002, filmou O Pianista, baseado no livro de Szpilman. As duas histórias confundem-se, mas não são as mesmas. Apesar de Polanski ter colocado muito de suas memórias neste seu filme, ele conta a história de Szpilman: "eu sempre soube que um dia faria um filme sobre esse período doloroso da história da Polônia, mas não queria que fosse sobre minha própria vida", diz o diretor. Ele tomou emprestado, então, a vida de Szpilman. O resultado é um filme sensível, cruel e grandioso, que recebeu sete indicações ao Oscar deste ano nas principais categorias: Melhor Filme, Diretor e Ator, além de Melhor Fotografia, Figurino, Roteiro Adaptado e Montagem.

    Aos 27 anos, Wladyslaw Szpilman era considerado um dos mais promissores pianistas da Polônia. Enquanto tocava em uma rádio, em 1939, seu bairro começou a ser bombardeado. A Polônia foi tomada pela tropa de Hitler e foi criado um barro na periferia de Varsóvia para que as famílias judias - identificadas com uma faixa no braço - ficassem isoladas. Não importava o quanto dinheiro tinham: os judeus passaram a viver em condições precárias. Esse confinamento antecedeu o envio dos judeus aos campos de concentração, viagem da qual Szpilman acabou escapando. Desde então, passou a se esconder com a ajuda de amigos e, também, desconhecidos. Mais do que esconderijos, Szpilman encontrava em cada local a sobrevivência e a possibilidade de, quando terminar a guerra, voltar às teclas do piano. Em um desses esconderijos, Szpilman encontra um soldado alemão que, ao invés de delatá-lo, resolve proteger o pianista que o encantou com sua música.

    Szpilman perde a elegância, a família, o dinheiro e quase perde, também, a perspectiva de continuar vivo, mas algo não seria roubado pelos alemães: seu talento junto ao piano. O Pianista mostra uma história de superação: mesmo frente à degradação do ser humano perante a guerra, o protagonista não desiste e sempre vai atrás da sobrevivência, numa história semelhante à juventude de Polanski. Exatamente por isso, o diretor acabou passando uma visão sensível e crua da história. Apesar de ter o objetivo, desde o começo, de fugir da autobiografia, Polanski revê em cada fotograma sua própria história. Como diz o próprio diretor, "assisti ao bombardeio de Varsóvia e queria recriar tido o que me lembrava de minha infância. Queria me manter fiel à realidade o máximo possível e evitar qualquer 'mentirinha' ao estilo hollywoodiano'".

    A realidade cruel de uma guerra - neste caso, a relacionada ao nazismo da Segunda Guerra - já foram retratados no cinema inúmeras vezes, por incontáveis pontos de vista, o que não tira o mérito de O Pianista. Afinal, este é o ponto de vista de Roman Polanski que, por meio de suas câmeras, consegue passar ao espectador o quanto essa página da História é negra e como humanos deixaram de ser humanos - seja os perseguidos ou os perseguidores. No entanto, nem todos desistiram da humanidade e é um pouco de esperança que Polanski ainda consegue passar.

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