O PODER VAI DANÇAR

O PODER VAI DANÇAR

(Cradle Will Rock)

1999 , 132 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tim Robbins

    Equipe técnica

    Roteiro: Tim Robbins

    Produção: John Kilik, Lydia Dean Pilcher, Tim Robbins

    Fotografia: Jean-Yves Escoffier

    Trilha Sonora: David Robbins

    Estúdio: Touchstone Pictures

    Elenco

    Angus Macfadyen, Bill Murray, Bob Balaban, Cary Elwes, Cherry Jones, Emily Watson, Hank Azaria, Jamey Sheridan, Joan Cusack, John Cusack, John Turturro, Philip Baker Hall, Ruben Blades, Susan Sarandon, Vanessa Redgrave

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Em 1936, os Estados Unidos vivem uma verdadeira crise político-existencial. Por um lado, artistas e intelectuais se inclinam para a esquerda. Por outro, o poder flerta com os ideais nazistas e fascistas que tomam conta da Europa pré-Segunda Guerra. Tudo isso tendo a Grande Depressão como pano de fundo.

    É dentro deste clima de indecisões e incertezas que o roteirista e diretor Tim Robbins conta duas importantes histórias reais acontecidas na época, evidentemente tomando algumas liberdades poéticas. A primeira mostra o então jovem Orson Welles (Angus MacFadyen) tentando montar uma controvertida peça teatral que deveria ser um violento musical sobre a opressão. Na segunda, o magnata Nelson Rockfeller (John Cusack, de Alta Fidelidade) contrata o artista plástico mexicano Diego Rivera (Ruben Blades) para que pinte um grande e heróico mural no saguão de seu novo prédio. Polêmico como sempre, Welles permite que uma atriz amadora, não sindicalizada (Emily Watson, de Ondas do Destino), tome parte do espetáculo. Enquanto isso, Diego Rivera desenha o retrato de Lênin em seu mural para desespero do megacapitalista Rockfeller. Em ambos os casos, o confronto entre o poder do dinheiro e as liberdades artísticas será inevitável.

    Embora seja mais conhecido como o ótimo ator de filmes como Um Sonho de Liberdade e O Suspeito da Rua Arlington, Tim Robbins também é roteirista, produtor e diretor de cinema, tendo escrito e dirigido Os Últimos Passos de um Homem e Bob Roberts. Porém, em O Poder Vai Dançar, Roberts se perde em meio a uma profusão de personagens e de subtramas. Talvez ambicioso demais, o projeto do filme esbarra na dificuldade de contar várias histórias simultaneamente e acaba confundindo o público com o uso excessivo de diálogos. Há ainda cenas cantadas em demasia (já que metade da história gira em torno da montagem de um musical) que prejudicam o ritmo e a fluência narrativa do filme.

    Salvam-se uma caprichada reconstituição de época da Nova York dos anos 30 e boas interpretações de praticamente todo o elenco, com destaque para a sempre eficiente Emily Watson. Muito pouco para as quase duas horas e quinze de projeção.

    21 de janeiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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