Pôster do suspense O Presente

O PRESENTE

(The Gift)

2015 , 108 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 03/12/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Joel Edgerton

    Equipe técnica

    Roteiro: Joel Edgerton

    Produção: Jason Blum, Joel Edgerton, Rebecca Yeldham

    Fotografia: Eduard Grau

    Trilha Sonora: Danny Bensi, Saunder Jurriaans

    Estúdio: Blue-Tongue Films, Blumhouse Productions

    Montador: Luke Doolan

    Distribuidora: Playarte Pictures

    Elenco

    Adam Lazarre-White, Allison Tolman, Beau Knapp, Busy Philipps, David Denman, David Joseph Craig, Felicity Price, Jason Bateman, Joel Edgerton, Katie Aselton, Melinda Allen, Mirrah Foulkes, Nash Edgerton, P.J. Byrne, Rebecca Hall, Susan May Pratt, Tim Griffin, Wendell Pierce

  • Crítica

    02/12/2015 15h14

    Por Daniel Reininger

    Filmes de suspense ou terror precisam criar uma atmosfera opressiva, mexer com a cabeça dos protagonistas e dos espectadores, criar aflição e nunca revelar o que vai acontecer em seguida. Só que nas produções mais recentes do gênero, o próximo passo é sempre óbvio: Alguma morte violenta sem sentido aparente. É exatamente o que não acontece em O Presente, que sabe como fazer o público prender a respiração ao longo de seus 108 minutos e ainda procura fugir dos clichês sempre que possível.

    Escrito e dirigido por Joel Edgerton (ele estrela Aliança Do Crime), o longa acompanha Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall), casal que acaba de se mudar para uma casa em Los Angeles para começar uma nova vida. Quando saem para comprar móveis para a nova casa, eles encontram Gordon (Edgerton), alguém do passado de Simon, mas que ele não se lembra bem quem era a priori.

    Logo depois do encontro, Gordon passa a enviar presentes para Simon e as coisas começam a ficar bem esquisitas, principalmente quando o homem tenta se tornar amigo do casal a todo custo. Mas qual é a intenção dele? O que mais está acontecendo? Quais segredos estão por trás dessa relação obsessiva? O longa desenrola esses mistérios lentamente, mas com bom ritmo e é capaz de intrigar e incomodar, sem se tornar maçante.

    Atuações são outro ponto forte do filme. Edgerton faz bom trabalho como roteirista, diretor e também como ator, no papel de Gordon. Ele é esquisito, amedrontador, porém passa um ar de inocência que nos faz questionar se ele é realmente o vilão da história. Rebecca Hall está encantadora como sempre e quando a paranoia toma conta, ela convence. Jason Bateman está bem, porém, seu papel é o mais simplório do trio de protagonistas, afinal, é apresentado como uma pessoa inescrupulosa e egoísta apenas e poderia ter sido melhor desenvolvido.

    O roteiro funciona, possui alguns pequenos furos e sustos preguiçosos com som alto e imagens aparecendo na tela de repente, ao menos Edgerton procura usar esses recursos com algum objetivo narrativo. É interessante como o roteiro aponta para clichês e, de repente, algo diferente acontece ou até mesmo nada acontece, sem deixar a tensão diminuir.

    Talvez por isso o final decepcione tanto. Conforme os minutos finais se desenrolam, os clichês começam a aparecer mais e mais e o ritmo de surpresa não mais continua o mesmo. Tudo muda e a conclusão cai na mesmice de tantos outros do gênero, revelando planos malucos e situações improváveis que apagam algumas das questões mais interessantes apresentadas até então. Não é algo medonho, fique tranquilo, mas é muito inferior a o que o filme até então merecia.

    Apesar disso, O Presente é um interessante filme de suspense e ótima estreia de Edgerton na direção de um longa metragem. É verdade que a produção não inova, nem quebra paradigmas, entretanto, faz bem o que se propõe ao criar e suportar um mistério do começo ao fim, sem deixar a atmosfera de tensão se perder lentamente, como a maioria do gênero tem deixado acontecer recentemente. Agora, é esperar para ver mais obras dirigidas pelo ator que se mostrou um bom cineasta e aguardar algo ainda melhor em breve.

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