poster do filme O primeiro homem

O PRIMEIRO HOMEM

(First Man)

2018 , 138 MIN.

12 anos

Gênero: Biografia

Estréia: 18/10/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Damien Chazelle

    Equipe técnica

    Roteiro: James R. Hansen, Josh Singer

    Produção: Damien Chazelle, James R. Hansen, Marty Bowen, Wyck Godfrey

    Fotografia: Linus Sandgren

    Trilha Sonora: Justin Hurwitz

    Estúdio: Dreamworks, Perfect World Pictures, Temple Hill Entertainment, Universal Pictures

    Montador: Tom Cross

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Brady Smith, Brian d'Arcy James, Christopher Abbott, Ciarán Hinds, Claire Foy, Corey Stoll, Cory Michael Smith, Ethan Embry, J.D. Evermore, Jamel Chambers, Jason Clarke, Kyle Chandler, Lukas Haas, Olivia Hamilton, Pablo Schreiber, Patrick Fugit, Perla Middleton, Philip Boyd, Ryan Gosling, Shea Whigham, Stephanie Turner, Steve Coulter, William Gregory Lee

  • Crítica

    16/10/2018 16h11

    Por Daniel Reininger

    Damien Chazelle fez carreira a partir de histórias de sacrifício pelo sucesso ( La La Land - Cantando As Estações e Whiplash - Em Busca Da Perfeição), mas leva isso a novo nível com O Primeiro Homem, filme que mostra como o astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) conseguiu se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Se você perdeu o fôlego com filmes com Apollo 13 - Do Desastre Ao Triunfo e Gravidade, então vai amar essa produção.

    O filme começa com uma cena incrível de Armstrong como piloto de testes, ainda em 1961. Sua missão tem como objetivo colocar o avião X-15 logo acima da atmosfera. É uma sequência claustrofóbica e imersiva, na qual a fotografia, o ângulo de câmera e som ajudam a criar uma situação de extrema tensão e passam o desespero do piloto enquanto ele luta com forças da física. Claro, a trilha de Justin Hurwitz faz tudo ficar mais intenso.

    Seguindo a lógica de filmes como Dunkirk, a cinebiografia do astronauta mais famoso de todos os tempo mostra questões bem pessoais em meio a um contexto histórico gigantesco. Acompanhamos a jornada de Armstrong durante os programas Gemini e Apollo, até o pouso na Lua, em 1969. Baseado no livro de mesmo nome de James R. Hansen, o longa mostra um homem reservado, que perdeu sua filha e usa o trabalho para tentar lidar com a dor.

    A natureza fechada do personagem faz dele um papel perfeito para Ryan Gosling, conhecido pelas atuações minimalistas. Novamente ele faz um excelente trabalho aqui ao mostrar como Neil está constantemente à beira de um colapso, mas sempre consegue se manter estável por causa da importância e do peso de seu trabalho.

    Só que devido à atitude de Neil, são os outros personagens que carregam a maior parte do peso emocional do longa. Claire Foy, em particular, comanda o filme no papel da esposa de Neil, Janet, que precisa conviver com o temor da morte de seu amado, enquanto assiste à perda de outros astronautas durante os preparativos para as missões Apollo.

    O filme não tem medo de mostrar os desastres que levaram ao pouso na lua, até mesmo chega a colocar o espectador dentro da nave Apollo 1 enquanto pega fogo, matando todos dentro. A perda desses homens é devastadora e sentimos seu peso, o que só nos faz admirar ainda mais a coragem de Armstrong. Quando finalmente chegamos à lua, o peso emocional se mantém, mas se torna algo global, mostrando reações ao redor do mundo.

    No satélite, a tela muda de 35mm para 70mm IMAX em imagens de tirar o fôlego. O som é cortado e a maior parte da tela fica escura para fazer o público sentir como se estivesse no espaço. As cenas então se tornam uma mistura intensa de emoção, medo, empolgação e momentos de cortar o coração, enquanto nos enchemos de orgulho ao ver do que o somos capazes quando colocamos nossa mente em um objetivo.

    O Primeiro Homem celebra a conquista do pouso na lua, um dos feitos mais extraordinários da humanidade, mas seu foco mesmo é o sacríficio e a jornada do piloto que teve a coragem de enfrentar desafios excepcionais para chegar lá antes de todos. Como obra artística, é um feito cinematográfico inegável, de muita qualidade técnica, momentos encantadores e sombrios. Acima de tudo, é um filme dramático, intenso e capaz de nos encher de esperança ao vermos a força da vontade humana mesmo diante de desafios aparentemente intransponíveis.

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