O QUE AS MULHERES QUEREM

O QUE AS MULHERES QUEREM

(Sous les Jupes des Filles)

2014 , 166 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 23/07/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Audrey Dana

    Equipe técnica

    Roteiro: Audrey Dana, Murielle Magellan, Raphaëlle Desplechin

    Produção: Marc Missonnier, Olivier Delbosc

    Fotografia: Giovanni Fiore Coltellacci

    Estúdio: Fidélité Films

    Montador: Ismael Gomez III, Julien Leloup

    Distribuidora: Europa Filmes, Mares Filmes

    Elenco

    Alex Lutz, Alice Belaïdi, Alice Taglioni, Audrey Dana, Audrey Fleurot, Géraldine Nakache, Guillaume Gouix, Isabelle Adjani, Julie Ferrier, Laetitia Casta, Marc Lavoine, Marina Hands, Pascal Elbé, Sylvie Testud, Vanessa Paradis

  • Crítica

    22/07/2015 14h22

    Nos últimos anos, cineastas latinos levaram para as telas multiplots temáticos, como Babel (2006), 360 (2011) e Vidas Que Se Cruzam (2008). A atriz francesa Audey Dana (Esses Amores) faz o mesmo com a comédia O Que As Mulheres Querem sobre as ambições femininas no mundo de hoje.

    O longa acompanha onze mulheres em Paris cujas jornadas de vida se conectam de alguma maneira. As personagens são numerosas, mas suas histórias são simples; então a compreensão dos conflitos é fácil, como acontece nas telenovelas.

    A maior parte dos dramas retratados por O que as Mulheres Querem é de ordem amorosa ou sexual, mas o roteiro tenta fugir da obviedade com outros temas aqui e ali. É o caso da trama de Rose (Vanessa Paradis), uma mulher profissionalmente bem-sucedida, mas solitária. Outro exemplo é Lili (Isabelle Adjani), que não aceita bem o amadurecimento de sua filha adolescente.

    Apesar dessa tentativa de aprofundamento de temas, o tom geral do filme é um tanto inocente. Há triângulos amorosos óbvios, inseguranças pessoais repetitivas e toda sorte de clichês fracos em busca de uma risada fácil. Se não for possível ignorar essas fragilidades, o longa se torna insuportável.

    Audrey Dana escreveu cada papel especialmente para cada atriz de seu elenco. Isso garante a motivação das intérpretes e garante o entrosamento entre elas, mas concede ao filme uma atmosfera de "ação entre amigas". Em alguns momentos, tem-se a nítida impressão de que as mulheres em cena se divertem muito mais do que o público na poltrona do cinema.

    A sensação de projeto pessoal se intensifica no teor terapêutico e quase panfletário de algumas tramas. Na história em que participa como atriz, Audrey passa essa impressão na pele a amante de Jacques (Alex Lutz, de Paris A Qualquer Preço) e é ameaçada por sua esposa (Marina Hands).

    Por fim, a inocência e o íntimo escancarado de O que as Mulheres Querem fica claro na seleção da trilha musical. As canções se repetem e não são necessariamente as mais adequadas para as cenas nas quais são executadas, apesar de provavelmente serem as corretas na playlist pessoal de Audrey. Eis uma clara demonstração de que faltou o distanciamento necessário para discernir o que melhor funciona como cinema, não como desabafo.

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