O QUE ELAS QUEREM

O QUE ELAS QUEREM

(Crush)

2002 , 101 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John McKay

    Equipe técnica

    Roteiro: John McKay

    Produção: Lee Thomas

    Fotografia: Henry Braham

    Trilha Sonora: Kevin Sargent

    Elenco

    Andie MacDowell, Anna Chancellor, Bill Paterson, Caroline Holdaway, Christian Burgess, Gary Powell, Imelda Staunton, Josh Cole, Kenny Doughty, Morris Perry, Richenda Carey

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Ora direis… criar títulos em português. Graças à tradução brasileira, o romance dramático Crush (que, no caso, significa ter atração por alguém) foi batizado como O Que Elas Querem, ganhando assim um falso revestimento cômico-erótico. Coisas do mercado, é verdade, mas quem for ver o filme esperando dar boas risadas certamente vai se decepcionar: Crush (ou O Que Elas Querem) é muito mais um filme de sorrisos e reflexões que propriamente de gargalhadas e escapismo.

    O roteiro enfoca o cotidiano de três amigas, num simpático vilarejo inglês: a professora Kate (Andie McDowell), a médica Molly (Anne Chancelor, de Quatro Casamentos e um Funeral) e a policial Janine (Imelda Stauton, de Muito Barulho por Nada). Decepcionadas com todos os seus relacionamentos amorosos anteriores, as divertidas quarentonas se reúnem regularmente para falar mal dos homens e contar histórias patéticas sobre seus casos – e descasos – românticos. A história “vencedora” ganha uma caixa de caramelos. Todas parecem se conformar com a solidão dos 40 anos, até o momento em que a reprimida Kate comete o “pecado” de se envolver com Jed (Kenny Doughty, de Elizabeth), um rapaz de 25 anos, com ares de James Dean. A amizade entre as três entra em crise, abrindo espaço para brigas, desconfianças, ciúmes e reflexões sobre a vida.

    O Que Elas Querem é um filme irregular. Começa como comédia, muda para romance, mergulha no drama e termina propondo redenção. A alternância brusca de gêneros talvez tenha sido uma aposta muito alta para o estreante diretor MacKay. Mas mesmo assim é um filme de bons momentos e de personagens bem construídos.

    Infelizmente, as legendas em português teimam em subestimar a inteligência do público e tentam “explicar” alguns diálogos. Como trocar “eu trouxe minha escova de dentes para o final de semana” por “pensei que iríamos transar”. Isso só pra citar um exemplo.

    Na contramão das comédias românticas hollywoodianas, neste roteiro europeu os personagens não têm respostas inteligentes e engraçadas sempre engatilhadas na ponta da língua. As protagonistas se comportam como pessoas normais, que também erram, choram e têm dúvidas. E por isso mesmo conseguem empatia junto ao público, principalmente o feminino.

    15 de janeiro de 2003
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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