Cartaz - O Rei do Show

O REI DO SHOW

(The Greatest Showman On Earth)

2017 , 139 MIN.

10 anos

Gênero: Biografia

Estréia: 28/12/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Gracey

    Equipe técnica

    Roteiro: Bill Condon, Jenny Bicks

    Produção: Jenno Topping, Laurence Mark, Peter Chernin

    Fotografia: Seamus McGarvey

    Trilha Sonora: Benj Pasek, Justin Paul

    Estúdio: Chernin Entertainment, TSG Entertainment, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Montador: Joe Hutshing, Jon Poll, Michael McCusker, Robert Duffy, Spencer Susser, Tom Cross

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Austyn Johnson, Betsy Aidem, Byron Jennings, Cameron Seely, Damian Young, Danial Son, Daniel Everidge, Ellis Rubin, Eric Anderson, Fredric Lehne, Hugh Jackman, Kathryn Meisle, Keala Settle, Linda Marie Larson, Michelle Williams, Paul Sparks, Radu Spinghel, Rebecca Ferguson, Sam Humphreys, Skylar Dunn, Timothy Hughes, Tina Benko, Will Swenson, Yahya Abdul-Mateen II, Yusaku Komori, Zac Efron, Zendaya

  • Crítica

    20/12/2017 17h33

    Por Iara Vasconcelos

    Se La La Land cantou sobre a tolice dos sonhadores, O Rei Do Show quer mostrar que os sonhos são as únicas coisas capazes de nos deixarem acordados, como diz a letra do dueto entre Hugh Jackman e Michelle Williams.

    Com uma visão muito mais otimista - e um tanto romantizada - o longa fala sobre o poder de acreditar que os seus desejos podem ser realizados e evita jogar um balde de água e realidade no espectador, como fez o filme de Damien Chazelle.

    Impulsionado pelo hype de um Hugh Jackman pós-Wolverine e totalmente reinventado à la Gene Kelly, o longa tem toda a estrutura de um musical típico dos palcos da Broadway, mas com um toque de pop pegajoso - o que contrasta um pouco com o fato de que o filme se passa em meados da década de 50.

    Na pele de P. T. Barnum, um dos pais do showbiz, Jackman prova toda a sua versatilidade e se distancia da figura de brucutu sisudo do mutante. O longa também marca o retorno de Zac Efron aos musicais e mostra que, mesmo deixando o seu Troy Bolton de High School Musical para trás, o ator nasceu mesmo para cantarolar nas telonas e seu amadurecimento é nítido.

    Dirigida pelo estreante diretor australiano Michael Gracey, a trama mostra como Barnum superou a infância pobre e o anonimato se tornou um dos maiores entertainers da história. Ainda garotinho, ele se apaixona por Charity (cuja versão adulta é vivida por Michelle Williams), filha de um homem da alta sociedade, mas a diferença de classes os impede de ficar juntos. Os dois se correspondem a distância até a vida adulta quando finalmente conseguem ficar juntos.

    Almejando dar uma vida melhor para sua família, ele aposta todas as suas fichas na criação do "maior espetáculo da terra", que reúne pessoas com dons e características nada convencionais, como um homem com aparência de criança e uma mulher barbada.

    A presença desses "freaks" no filme vem com um forte discurso de diversidade e aceitação. A principal lição é a de que essas pessoas tem mais a oferecer do que a sua aparência peculiar. Entretanto, a trama se contradiz ao falhar em dar profundidade a esses personagens, mostrando sua história de vida e suas aspirações além de serem atrações de um circo.

    O Rei do Show conta com boas músicas, mérito dos compositores Benj Pasek e Justin Paul, que trabalharam no já citado La La Land. Entretanto, as canções se tornam segundo plano diante dos muitos elementos cênicos e coreografia espalhafatosa de alguns números. Isso aliado ao tom formulaico, provavelmente fruto do background publicitário do cineasta Michael Gracey, acostumado a dirigir comerciais de televisão e campanhas de moda, resulta em um produto final enlatado.

    Outro ponto crítico é o desenvolvimento das subtramas como a da cantora de ópera Jenny Lind (Rebecca Ferguson) e seu quase affair com Barnum e o romance entre os personagens de Effron e Zendaya, que parece ter sido jogado ao acaso e pouco convence apesar do bom entrosamento dos atores.

    Infelizmente, na ânsia de ser grandioso, O Rei do Show acaba soando sintético e tudo ao seu redor parece ter sido feito para torná-lo mais "vendável" aos padrões de Hollywood. Ironicamente, o personagem de Jackman queria apresentar um show que o público nunca tivesse visto antes, mas aos espectadores é entregue um musical quadrado demais até para a tradicional Broadway, que a esta altura já se rendeu a ousadia de espetáculos como o aclamado Hamilton.

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