O REINO GELADO

O REINO GELADO

(Snezhnaya Koroleva/ The Snow Queen)

2012 , 76 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 22/02/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Maxim Sveshnikov, Vlad Barbe

    Equipe técnica

    Roteiro: Vadim Sveshnikov, Vlad Barbe

    Produção: Alexander Ligay, Sergey Rapoport, Yuriy Moskvin

    Fotografia: Alexey Tsitsilin

    Trilha Sonora: Mark Willott

    Estúdio: Inlay Film Company, Wizart Animation

    Distribuidora: PlayArte

  • Crítica

    16/02/2013 13h18

    Por Daniel Reininger

    Duas adaptações do conto dinamarquês A Rainha da Neve estão programadas para 2013. Frozen, superprodução da Disney, e a animação Russa O Reino Gelado, uma versão mais infantil e fiel ao original. Dessa vez, os norte-americanos perderam a corrida e as crianças tem uma boa opção para conhecer a história de dois jovens e sua luta contra o inverno eterno.

    Para quem não conhece, A Rainha da Neve é um conto de fadas do autor Hans Christian Andersen sobre a eterna luta entre o bem e o mal. Publicado pela primeira vez em 1845, conta a história dos órfãos Kai e Gerda, filhos do último grande mago do norte. Eles vivem no orfanato por anos, sem saber que são parte da mesma família, até que são encontrados pelo Troll Orme, que pretende levá-los para a maligna Rainha da Neve, cujos planos para os dois garantirão o congelamento de toda a Terra para sempre.

    O roteiro é simples e linear. Tem uma personagem forte e atrevida, disposta a romper com o status-quo. Para isso, ela está decidida a seguir, ao lado de seu fiel Furão, até o castelo da vilã. No caminho enfrenta os mais diversos desafios e faz novos amigos, entre eles ex-piratas que não tem mais mares para navegar. Os personagens são carismáticos e alguns possuem um ar misterioso e intrigante.

    Visualmente, a animação não tem grandes avanços tecnológicos ou texturas realistas e o 3D segue o padrão de outras animações. Entretanto, é a direção de arte que se destaca, pois consegue deixar interessantes ambientes dominados pela cor branca da neve. A cena final é um dos momentos mais empolgantes do longa e reforça a criatividade dos designers quando se trata de criaturas e ambientes.

    Será impossível não se lembrar de As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Nada mais justo, afinal C.S. Lewis se inspirou no conto de fadas para criar seu primeiro livro. Ambos estão repletos de elementos que já fazem parte do imaginário infanto-juvenil, como criaturas mitológicas, órfãos destinados à grandeza e vilões inescrupulosos.

    As piadas deixam a obra bastante amigável para crianças e o enredo é muito melhor do que de Valente, da renomada Pixar, pois ao menos é coerente. Ainda assim, é bem provável que alguns momentos de tédio ataquem os adultos, devido a situações infantis demais. Isso não é motivo para se desesperar, pois além da boa trilha sonora, vale acompanhar com atenção momentos que aprofundam a história, sem tirar a magia para os pequenos, como quando a verdade sobre a Rainha de Neve é revelada.

    O maior problema do filme é a dublagem. Impossível saber se a tradução foi feita a partir do original russo ou de alguma versão em inglês. O fato é que muitas falas soam forçadas. Não posso afirmar se a versão original é melhor, mas a brasileira parece ter sido feita às pressas, como acontece também em outras animações, como Hotel Transylvania.

    Simpática adaptação de uma história clássica, O Reino Gelado apresenta bons personagens e mundo rico. Embora tecnicamente o filme não se destaque, a animação funciona bem para as crianças e pode agradar até os adultos, ao trazer a fantasia de volta às telonas.

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