O RETORNO (2003)

O RETORNO (2003)

(Vozvrashcheniye)

2003 , 105 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 29/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrei Zvyagintsev

    Equipe técnica

    Roteiro: Aleksandr Novototsky, Vladimir Moiseyenko

    Produção: Dmitri Lesnevsky

    Fotografia: Mikhail Krichman

    Trilha Sonora: Andrei Dergachyov, Andrei Dergatchev

    Estúdio: United King Films

    Elenco

    Galina Petrova, Ivan Dobronravov, Konstantin Lavronenko, Natalya Vdovina, Vladimir Garin

  • Crítica

    29/08/2008 00h00

    No cinema, de nada adianta ter uma boa história a contar se não se sabe como fazer. Por outro lado, histórias simples, mas bem contadas, rendem filmes sensacionais. O longa russo O Retorno, por exemplo, se encaixa nesta segunda categoria.

    Dirigido por Andrei Zvyagintsev - que, nesta sua estréia, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2003 -, o filme conta a jornada de conhecimento vivida pelos irmãos Andrey (Vladimir Garin) e Ivan (Ivan Dobronravov). Desde que o pai (Konstantin Lavronenko) abandonou a família, eles encontram apoio um no outro para encarar melhor a dura pena que é crescer sem um patriarca. A única lembrança que têm é uma foto velha, apagada. Até que, doze anos depois, o pai retorna ao lar. Andrey e Ivan, claro, não vêem nada de paterno naquele homem rude. No entanto, são obrigados a acompanhá-lo em uma pescaria.

    Ao mesmo tempo em que a dupla reluta em aceitar esse novo homem em suas vidas - vindo do nada e impondo uma autoridade que, teoricamente, perdeu ao abandoná-los -, embarca nessa viagem por não conseguir se desvencilhar da autoridade imposta à força pelo pai. Há aquela curiosidade em saber por que aquele homem que os leva à remota ilha deve ser chamado de pai, além da atração pela aventura - quer algo mais arriscado (e excitante, para alguns) do que sair em uma viagem para um lugar que você não conhece com um homem também desconhecido?

    O Retorno, na verdade, é muito mais do que o descrito no parágrafo acima. A fotografia é de encher os olhos. A câmera de Zvyagintsev passeia pelas belíssimas locações de forma contemplativa e tensa. É como se um constante clima de tragédia pairasse no ar e no rosto de cada um dos protagonistas, mostrando que o diretor consegue imprimir no fotograma com perfeição todos esses sentimentos vividos por seus personagens.

    O Retorno é um filme bonito, de encher os olhos de lágrimas. Recomendado àqueles que valorizam a contemplação, que vêem um filme para sentir algo: angústia, tensão ou o coração batendo mais forte.

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