poster do filme o retorno de mary poppins

O RETORNO DE MARY POPPINS

(Mary Poppins returns)

2018 , 130 MIN.

Gênero: Fantasia

Estréia: 20/12/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Marshall

    Equipe técnica

    Roteiro: David Magee, P.L. Travers

    Produção: Angus More Gordon, John DeLuca, Marc Platt, Michael Zimmer, Rob Marshall

    Fotografia: Dion Beebe

    Trilha Sonora: Marc Shaiman, Scott Wittman

    Estúdio: Lucamar Productions, Marc Platt Productions, Walt Disney Pictures

    Montador: Wyatt Smith

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Angela Lansbury, Ben Whishaw, Bern Collaco, Bernardo Santos, Colin Firth, David Warner, Dick Van Dyke, Emily Blunt, Emily Mortimer, Fran Targ, Jag Patel, Jeremy Swift, Jim Norton, Joel Dawson, Johanna Thea, Josh Turner, Julie Walters, Kobna Holdbrook-Smith, Lin-Manuel Miranda, Meryl Streep, Pixie Davies, Steve Carroll

  • Crítica

    19/12/2018 16h36

    Por Thamires Viana

    Filmes nostálgicos sempre nos animam ao mesmo tempo em que nos deixam apreensivos para saber o resultado de um remake ou sequência. Para mim, o anúncio do lançamento de O Retorno De Mary Poppins não foi diferente, já que o clássico Mary Poppins, estrelado por Julie Andrews em 1964, marcou a minha infância de uma forma única. Felizmente, o novo encontro com a babá mágica, agora vivida por Emily Blunt, traz uma doçura sem igual.

    A história se passa 25 anos após os eventos ocorridos no primeiro filme. Agora, vemos Michael (Ben Whishaw) e Jane (Emily Mortimer), os irmãos Banks, recebendo a visita ilustre de Poppins. Já adulto e em apuros, o rapaz chefia a casa e cuida dos três filhos após a morte de sua esposa, recebendo o apoio da irmã que se dispõe a ajudar no cuidado com as crianças. O baixo salário do emprego no banco local não supre a dívida de Michael por um empréstimo feito no estabelecimento e a família corre um sério risco de perder o imóvel.

    É claro que então surge a inesperada presença da babá com poderes mágicos que vem dos céus a bordo de seu guarda-chuva. Agora, no entanto, o transporte acontece de uma forma um pouco mais lúdica, divertida e atual. Com toda a graça e delicadeza, Poppins chega como quem tivesse recebido um convite e adentra o lar dos Banks com a dominância de quem parece estar ali a vida inteira. Surpreendidos, os irmãos relembram a primeira experiência e voltam à infância com a nova visita da babá.

    Emily encarna a personagem com um talento surreal e parece destinada a interpretar esse papel. O tratamento doce que marcou a icônica interpretação de Julie é trazido com maestria pela nova encarregada do papel, assim como a forma durona assumida por ela em alguns momentos. Como uma atriz versátil (vale lembrar de seu ótimo trabalho no terror Um Lugar Silencioso), a britânica se encaixa no jeito lúdico e infantil que a personagem carrega e certamente será lembrada por seu desempenho.

    O roteiro de David Magee (As Aventuras De Pi) é outro destaque na sequência, já que ele preserva grande parte da magia que conquistou o público mantendo a essência do longa original que rendeu mais de US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais há 54 anos. Da mesma forma, as músicas conseguem inserir a trama nos ritmos dançantes e coreografados de forma natural, algo difícil para os dias atuais onde os musicais não são tão apreciados.

    Mesmo que seja uma ótima e respeitável produção, o filme traz pequenos deslizes difíceis de entender. Infelizmente, o primeiro caso é a presença de Meryl Streep no elenco. Vivendo Topsy, prima da babá mágica, sua cena é um pouco conflituosa e genérica, não trazendo sentido algum para a trama. Triste, já que o talento da veterana poderia render um momento único para o filme. 

    Do outro lado está o "vilão" William (Colin Firth), bancário que está por trás de uma armação para tomar a casa dos Banks, que não convence como um homem mau e acaba se tornando um personagem irritante. Além disso, o conflito entre ele e Michael não tem tanta profundidade e deixa de lado boas razões para seus planos maléficos de desabrigar a família. 

     O Retorno De Mary Poppins é de fato uma grata surpresa que levará os nostálgicos a comemorar esse reencontro com a amada babá. Além disso, tem o potencial de convencer os mais céticos de que uma sequência feita após 54 anos pode sim honrar o legado de seu antecessor. 

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