O RETORNO DO TALENTOSO RIPLEY

O RETORNO DO TALENTOSO RIPLEY

(Ripley's Game)

2002 , 110 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Liliana Cavani

    Equipe técnica

    Roteiro: Charles McKeown, Liliana Cavani

    Produção: Ileen Maisel, Riccardo Tozzi, Simon Bosanquet

    Fotografia: Alfio Contini

    Trilha Sonora: Ennio Morricone

    Elenco

    Chiara Caselli, Dougray Scott, John Malkovich, Lena Headey, Ray Winstone

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Primeiramente, é necessário deixar uma coisa bem clara: O Retorno do Talentoso Ripley, na prática, não é uma continuação de O Talentoso Ripley, de 1999. Portanto, se você espera ver nos cinemas uma continuação da produção dirigida por Anthony Minghella, desista.

    O Retorno do Talentoso Ripley mostra um Tom Ripley vinte anos mais velho. O sedutor vilão, desta vez vivido por John Malkovich, mora em um lindíssimo casarão na Itália, tem um relacionamento com uma mulher que toca cravo (Chiara Caselli) e vive de negociar instrumentos musicais. Eis que, certo dia, ele ouve um comentário bem maldoso vindo de Jonathan Trevanny (Dougray Scott), um moldureiro das redondezas, o que é o suficiente para atiçar sua vontade de se vingar do pobre coitado. Ele indica Trevanny - que tem uma doença terminal - ao seu amigo inglês Reeves (Ray Winstone) como um assassino de aluguel. Em troca do dinheiro, que pretende deixar à mulher e ao filho quando morrer, o moldureiro aceita o "trabalho". Depois de envolver o honesto italiano em uma trama de assassinatos e muito dinheiro, fazendo com que ele perca a última coisa que lhe restava - o prazer de dormir sem culpa -, Ripley vira um ex-vilão e resolve virar amigo de Trevanny, ajudando-o, inclusive, a cometer assassinatos.

    O Retorno do Talentoso Ripley, além de não ter nada a ver com o filme que se propõe a continuar, ainda é inferior. Na verdade, é a atuação de John Malkovich como Tom Ripley que salva esta produção, já que ele é cool e cínico o suficiente para viver um dos vilões mais sedutores do cinema. A diretora italiana Liliana Cavali aproveita-se muito bem da arquitetura dos países onde o filme se passa (Itália, Alemanha e Inglaterra), ajudando para que a fotografia deste filme seja fenomenal. Mas nem a fotografia, combinada à trilha sonora belíssima (composta pelo mestre Ennio Morricone), consegue tirar do espectador a sensação de incômodo que permeia a película.

    Um dos maiores problemas do filme está na atuação de Dougray Scott que, além de não parecer um doente terminal, ainda fica com uma cara de coitado difícil de engolir. Além disso, não se sabe qual é a de Ripley: depois de colocar Trevanny na lama, o personagem vivido por Malkovich lhe estende a mão e os dois se voltam contra Reeves, pelo visto o verdadeiro vilão. Isso sem contar que esse inglês só fala gritando e diz "fucking" na frente de todos os substantivos presentes em suas falas. Poucas coisas são mais irritantes do que isso.

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