O Rio nos Pertence

O RIO NOS PERTENCE

(O Rio nos Pertence)

2014 , 75 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 23/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ricardo Pretti

    Equipe técnica

    Estúdio: Alumbramento, Canal Brasil, Daza Cultural

    Distribuidora: Ludwig Maia Arthouse

    Elenco

    Jiddu Pinheiro, Leandra Leal, Mariana Ximenes

  • Crítica

    13/01/2014 17h21

    A grosso modo, o cinema nacional é composto pelos blockbusters majoritariamente produzidos pela Globo de um lado, e a produção independente para festivais de outro. A iniciativa chamada Operação Sonia Silk cria uma ponte entre esses dois mundos ao unir figuras como Bruno Safadi (Éden) e Ricardo Pretti (No Lugar Errado) com as estrelas globais Leandra Leal (Mato Sem Cachorro) e Mariana Ximenes (Os Penetras). A parceria entre eles gerou três filmes de baixíssimo orçamento e altas pretensões artísticas, mas com um elenco que chama a atenção: O Rio Nos Pertence, O Uivo Da Gaita e Love Film Festival.

    O Rio nos Pertence começa quando Marina (Leal) receber um cartão postal dez anos depois de ter partido do Rio de Janeiro. A mensagem faz a mulher voltar a sua terra natal para investigar estranhos acontecimentos relacionados a sua família. Para isso, entra em contato com sua irmã (Ximenes), apesar do relacionamento desgastado entre as duas.

    O filme sabe explorar sua premissa para adaptar fórmulas do cinema de suspense. Há um constante jogo de luz e sombra, com uso inteligente dos cenários e das silhuetas. Do ponto de vista da produção as locações são em sua maioria simples, o que facilita o orçamento e mantém a proposta do projeto.

    O roteiro revela aos poucos seus mistérios em uma clara tentativa de envolver o público. Seu resultado só não é mais triunfante nesse sentido por causa do ritmo lento de O Rio nos Pertence, com tempo morto e longos silêncios, um vício do chamado "cinema de festival".

    Em sua carreira, o longa foi exibido em diversos eventos do tipo, inclusive no prestigiado Festival de Roterdã (Holanda), mas prestígio não é suficiente para atrair espectadores ao circuito comercial, exceto cinéfilos inveterados. Se o realizador Ricardo Pretti tivesse flexionado um pouco mais seu estilo em nome de um produto mais palatável, sua resposta junto ao grande público seria mais impactante.

    O som do filme merece destaque e elogios. Muitas vezes é pelo áudio que a plateia compartilha sentimentos com as personagens, inclusive alguns sustos. A massa sonora robusta e de personalidade é certamente o maior legado do título.

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