O RITUAL

O RITUAL

(The Rite)

2011 , 114 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 11/02/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mikael Håfström

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael Petroni

    Produção: Beau Flynn, Tripp Vinson

    Fotografia: Ben Davis

    Trilha Sonora: Alex Heffes

    Estúdio: Contrafilm, Fletcher & Company, Mid Atlantic Films, New Line Cinema

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alice Braga, Andrea Calligari, Anikó Vincze, Anita Pititto, Anthony Hopkins, Arianna Veronesi, Attila Bardóczy, Ben Cheetham, Cecilia Dazzi, Chris Marquette, Ciarán Hinds, Colin O'Donoghue, Fabiola Balestriere, Giampiero Ingrassia, Maria Grazia Cucinotta, Marija Karan, Marta Gastini, Nadia Kibout, Rosa Pianeta, Rosario Tedesco, Rutger Hauer, Sandor Baranyai, Toby Jones, Torrey DeVitto

  • Crítica

    05/02/2011 18h46

    Ajudante de seu pai numa casa funerária, Michael (o irlandês Colin O´Donoghue, praticamente estreando na tela grande) planeja aplicar um pequeno e aparentemente inofensivo golpe: deixar o emprego que odeia, sair de casa, e estudar durante quatro anos num seminário às custas da Igreja Católica. Quando finalmente chegasse a hora de se ordenar padre, ele pularia fora. Porém, antes de deixar o seminário definitivamente, Michael aceita um desafio de seu superior: viajar para Roma e fazer um curso sobre exorcismo. Um curso que mudará toda sua vida.

    Inspirado num caso real e baseado no livro The Making of a Modern Exorcist de Matt Baglio, O Ritual não recebeu boas críticas nos Estados Unidos, mas merece um olhar mais atento e um julgamento menos precipitado. Por várias razões.

    Uma delas é a direção do sueco Mikael Håfström (pessoal, não é fácil colocar esta bolinha em cima da letra A), o mesmo de outro bom terror: 1408, com John Cusack. Embora tradicional e fiel aos padrões do cinemão comercial, o estilo de Mikael é um pouco menos óbvio e um pouco mais sutil do que se observa na maioria dos filmes do gênero. Claro, existem os clichês de sempre, como os sustos forçados pela música alta, ou a intrépida jornalista sempre em busca da verdade (papel da brasileira Alice Braga). Mas na soma de todos os medos trata-se de uma direção elegante e eficiente, que garante o clima de suspense até o final.

    Outro ponto positivo é a bem-vinda caracterização de Anthony Hopkins como um padre de fé oscilante, que destila com graça e sarcasmo toda a sua verve irônica tipicamente britânica, amparado por bons diálogos. Ao ser questionado sobre a suposta simplicidade de um ritual de exorcismo, Padre Lucas (personagem de Hopkins) dispara: “O que você esperava? Cabeças girando? Sopa de ervilha?”, brincando com o clássico de William Friedkin.

    Vale a pena também apreciar com um pouco mais de vagar o roteiro de Michael Petroni, um dos roteiristas do terceiro episódio de As Crônicas de Nárnia. O filme não apenas levanta questões sobre a Fé, como também propõe em seu subtexto que toda a maldade demoníaca reside na verdade profundamente escondida dentro de cada um de nós. Nos medos infinitos que temos daquilo que nós mesmos cometemos. Vale a discussão!

    O Ritual conta ainda com duas participações especiais de luxo: o holandês Rutger Hauer (de Blade Runner) como o pai de Michael, e a belíssima italiana Maria Grazia Cuccinotta (de O Carteiro e o Poeta) escondida no papel da tia de uma garota endemoniada. Desperdício, hein?

    De qualquer maneira, o filme é extremamente honesto na sua proposta de realizar um bom entretenimento de terror, dentro dos padrões do cinema de mercado, acima da média do gênero e com respeito ao público. Vale ser visto na tela grande.

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