O SEXTO DIA

O SEXTO DIA

(The Sixth Day)

2000 , 127 MIN.

12 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roger Spottiswoode

    Equipe técnica

    Roteiro: Cormac Wibberley, Marianne Wibberley

    Produção: Arnold Schwarzenegger, Jon Davison, Mike Medavoy

    Fotografia: Pierre Mignot

    Trilha Sonora: Michael Wandmacher, Trevor Rabin

    Estúdio: Columbia Pictures

    Elenco

    Arnold Schwarzenegger, Michael Rapaport, Michael Rooker, Robert Duvall, Rodney Rowland, Sarah Wynter, Tony Goldyn, Wendy Crewson

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Tentando se recuperar dos maus resultados de seu filme anterior – O Fim dos Dias - Arnold Schwarzenegger agora vai até um futuro não muito distante para viver o personagem principal de sua mais nova aventura: O 6o. Dia. Aliás, não “o”, mas “os” personagens principais. No plural. Isto porque desta vez Arnold interpreta Adam Gibson, um piloto de helicóptero dado como morto, por causa de um mal entendido. Porém, é claro, Adam não morreu. E ao retornar à sua casa, ele tem a grande surpresa de ver sua mulher vivendo com outro homem. Não se trata de traição: na verdade, o “outro” é ninguém menos que o próprio clone de Adam. Papel duplo para Schwarzenegger.
    Logo o herói percebe que tudo é uma terrível conspiração científica que tem por objetivo colocar no mercado um número cada vez maior de clones humanos, prática proibida pela legislação da época.

    O 6o. Dia é uma espécie de costura de pedaços de outros roteiros de filmes interpretados por Schwarzenegger. A poderosa organização querendo eliminá-lo lembra Queima de Arquivo. As doses maciças de correria mescladas com pitadas de bom humor retomam a receita de sucesso de True Lies. E as confusões causadas entre os mundos real e virtual têm vários elementos de O Vingador do Futuro. Isso sem falar de filmes não estrelados por Arnold, como O Demolidor (as piadinhas sobre o futuro são muito similares) e, principalmente Blade Runner. É inegável a influência do clássico futurista de Ridley Scott em O 6o. Dia, principalmente na discussão da breve finitude da vida dos clones. Ou replicantes.

    Porém, ao contrário do que se poderia supor, toda esta “mistura genética” entre vários filmes acaba tendo um resultado até que bastante satisfatório. Claro que há muitos elementos da velha fórmula “correria-tiroteio-efeitos especiais” que já dão sinais de cansaço, mas como o próprio Schwarzenegger declarou numa entrevista, “se não tiver ação, não é um filme de Arnold”. Neste sentido, os US$ 82 milhões investidos na produção também contribuem bastante para encher os olhos do público.

    A direção ágil de Roger Spottiswoode (o mesmo de Air America - Loucos pelo Perigo e 007- O Amanhã Nunca Morre), contribui bastante para que o público não saia do cinema com aquele sabor de “já vi este filme antes”. As discussões sobre a ética da clonagem, a vontade do homem brincar de Deus, a ganância comercial, e sobre a consciência de nossa própria mortalidade – sem nenhuma pretensão de aprofundar temas tão filosóficos – ajudam a não deixar que O 6o. Dia seja, simplesmente, mais um “filme de Arnold”.



    4 de janeiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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