O SILÊNCIO DE LORNA

O SILÊNCIO DE LORNA

(Le Silence de Lorna)

2008 , 105 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 07/11/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne

    Produção: Denis Freyd, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne

    Fotografia: Alain Marcoen

    Elenco

    Alban Ukaj, Arta Dobroshi, Fabrizio Rongione, Jérémie Renier, Morgan Marinne

  • Crítica

    07/11/2008 00h00

    O Silêncio de Lorna é o novo longa-metragem dirigido pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, que apresentam este novo e aguardado novo trabalho depois do relativo sucesso que obtiveram com seu longa anterior, A Criança (2005) - sucesso obtido no circuito de arte, é bom deixar claro.

    Neste filme, eles voltam a abordam a miséria social de seus personagens. Aqui, muito mais social do que econômica, como os personagens do longa anterior. A Lorna (muito bem interpretada por Arta Dobroshi) do título é uma imigrante albanesa que mora na Bélgica. Por meio do casamento com o belga viciado em drogas Claudy (Jérémie Renier, que trabalhou com os Dardenne em A Criança e também está no elenco de outro filme desta Mostra, Horas de Verão), ela consegue a cidadania e está pronta para entrar num esquema criminoso a fim de juntar dinheiro e abrir uma lanchonete com o namorado (Alban Ukaj). Mas, na medida em que ela se envolve emocionamente com toda essa questão - coisa que ela não parece estar disposta no início do filme -, o esquema é colocado abaixo e a tragédia é iminente.

    A história de O Silêncio de Lorna é lentamente revelada ao espectador na medida em que os acontecimentos avançam. O roteiro, aliás, foi premiado no último Festival de Cannes. O painel desce lentamente e, também aos poucos, envolve o espectador. A forma como os personagens se relacionam evolui na medida em que o filme avança, o que também é interessante. Não há uso de trilha sonora, exceto pela última cena e quando a música faz parte do ambiente. O silêncio aumenta a dramaticidade das situações e os Dardenne sabem como poucos utilizar este tão complicado recurso.

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