O SINAL

O SINAL

(La Señal)

2007 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/03/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Martin Hodara, Ricardo Darín

    Equipe técnica

    Roteiro: Eduardo Mignogna, Patricio Vega

    Fotografia: Marcelo Camorino

    Trilha Sonora: Jose A. Manovel

    Estúdio: Patagonik Film Group

    Elenco

    Andrea Pietra, Diego Peretti, Julieta Díaz, Ricardo Darín, Vando Villamil

  • Crítica

    14/03/2008 00h00

    Provavelmente, Ricardo Darín é o ator argentino mais popular no Brasil, principalmente em função do grande sucesso O Filho da Noiva no qual viveu o papel-título. Darín, que atuou também em O Mesmo Amor, a Mesma Chuva, Nove Rainhas, no recente XXY e em dezenas de produções argentinas, resolveu seguir o caminho trilhado por outros astros populares, principalmente norte-americanos, e partiu também para a direção. Seu trabalho de estréia, O Sinal, realizado a quatro mãos ao lado de Martín Hodara, pode não ser espetacular, mas também não faz feio.

    A ação do filme é ambientada em 1952, ano da morte de Eva Perón. Numa Buenos Aires lindamente fotografada em tons pastéis, melancolicamente desbotados, Darín interpreta o detetive particular Crovalán. Ele e o sócio Santana (o ótimo Diogo Peretti, de Não é Você, Sou Eu) formam uma dupla de detetives particulares que parece ter saído diretamente de um velho filme de Humphrey Bogart. Cultuam Frank Sinatra, inserem expressões em inglês em seus vocabulários e mandaram pintar no vidro da porta do escritório de detetive a inscrição Métodos Norte-Americanos.

    Feita esta breve introdução, ocorre exatamente o que se espera que aconteça: uma linda morena, uma trama de amores e traições, um criminoso poderoso, etc... Sim, O Sinal é uma escancarada declaração de amor ao cinema noir norte-americano dos anos 40. Com tudo o que tem direito: personagens dúbios, trilha à moda antiga, fotografia impecável e diálogos afiados. Tecnicamente, o filme enche os olhos.

    A grande pergunta, porém é: por quê? Qual seria exatamente o propósito de se fazer, hoje, um filme nos padrões idênticos aos de 70 anos atrás, se o roteiro é banal e o formalismo cinematográfico é totalmente datado? Talvez por exercício de linguagem, nada além disso. Muito pouco para justificar o preço do ingresso. Provavelmente, quem fez o filme tenha se divertido mais do que quem o assiste.

    A nota triste de O Sinal, porém, fica por conta do diretor e roteirista Eduardo Mignogna (Cleópatra), que se preparava para dirigir o filme quando faleceu, em 2006. Darín, já escalado para o papel principal, resolveu então assumir o projeto como diretor, fazendo desta sua estréia uma homenagem a Mignogna, cineasta internacionalmente premiado.

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