O SOM DO CORAÇÃO

O SOM DO CORAÇÃO

(August Rush)

2007 , 100 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 15/02/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kirsten Sheridan

    Equipe técnica

    Roteiro: James V. Hart, Nick Castle

    Produção: Richard Barton Lewis

    Fotografia: John Mathieson

    Trilha Sonora: Mark Mancina

    Elenco

    Aaron Staton, Alex O'Loughlin, Freddie Highmore, Jamia Simone Nash, Jonathan Rhys-Meyers, Keri Russell, Leon G. Thomas III, Robin Williams, Terrence Howard, William Sadler

  • Crítica

    15/02/2008 00h00

    Atenção diabéticos de todo o Brasil: evitem assistir ao romance O Som do Coração. Há muito tempo não se via um filme tão açucarado, meloso e melado como este nas telas de cinema. É de estourar os índices de glicemia de qualquer um!

    A história fala de Evan (o expressivo Freddie Highmore, da nova versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate), um garoto órfão que irrita seus colegas de orfanato com seu alto astral e otimismo. Fascinado por todo e qualquer tipo de som e música, ele acredita piamente que seus pais ainda voltarão para buscá-lo, ainda que não exista nenhum motivo concreto para tanta fé.

    Por meio de flash-backs, ficamos sabendo que Evan é fruto do romance de um único encontro, quando o roqueiro irlandês Connelly (Jonathan Rhys Meyers) e a violoncelista clássica Lyla (Keri Russell) viveram uma noite mágica em Nova York para nunca mais se encontrarem depois. A partir daí, as vidas desta família informal - de pai, mãe e filho que se desconhecem - entram num turbilhão das mais improváveis desventuras.

    O inacreditável faz parte do cinema, mas tem seus limites. Ou, no caso, deveria ter. O grande problema de O Som do Coração é que ele narra fatos inacreditáveis dignos de uma boa fábula romântica, mas que tenta trabalhar num registro realista. O resultado soa falso, com situações difíceis - quase impossíveis - de serem "compradas" até pelo mais crédulo dos cinéfilos. Junte a isso uma forte dose de sacarose temperada por canções melodramáticas, mais a ineficiente interpretação de Keri Russell e temos uma espécie de novelão colombiano tentando ser blockbuster.

    Com o perdão do trocadilho musical - já que o filme inteiro se desenvolve no mundo da música - O Som do Coração desafina feio e erra o tom. Ah, sim, o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Canção com Raise it Up.

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