O SONHO BOLLYWOODIANO

O SONHO BOLLYWOODIANO

(O Sonho Bollywoodiano)

2009 , 84 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 29/04/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Beatriz Seigner

    Equipe técnica

    Roteiro: Beatriz Seigner

    Produção: Beatriz Seigner, Ram Prasad Devineni

    Fotografia: Beatriz Seigner

    Trilha Sonora: Lorena Lobato, R. Raghavendra

    Distribuidora: Espaço Filmes

    Elenco

    Bhávana Rhya, Kaushik Satish, Lorena Lobato, Mr. Paraneshwan Naiar, Nataly Cabanas, Paula Braun

  • Crítica

    28/04/2011 15h42

    O Sonho Bollywoodiano é um road movie sobre o fim da ilusão de três amigas e uma aterrissagem truncada no mundo real. Uma interessante estreia da brasileira Beatriz Seigner como diretora de longa-metragem.

    A Índia como paraíso cinematográfico que produz 800 filmes por ano em Bollywood é o destino de Luna (Lorena Lobato), a responsável; Ana (Paula Braun), a pensativa; e Sofia (Nataly Cabanas), a burguesa, única a falar inglês e responsável pelos contatos no novo país. O objetivo é “simples”: conseguir trabalho como atriz em uma produção bollywoodiana.

    O que dá charme a este filme diferente é a atmosfera. A direção escolheu rodar um enredo ficcional com uma toada documental, o que dá a sensação de que assistimos um prolongamento real da existência cinematográfica das três amigas. Trata-se de uma bem-vinda brincadeira entre o encenado e seu oposto. Sendo reconstrução ficcional da realidade ou registro documental, o bom é que, como saldo, fica a verdade do filme.

    É claro que essa decisão de apresentar uma atmosfera construída de improviso tem suas armadilhas. A mais perigosa é a artificialidade de uma situação: há de se admitir que O Sonho Bollywoodiano cai nessa esparrela vez ou outra. Felizmente, o filme se recupera, sai das arapucas para seguir seu caminho.

    Qual é o caminho?

    É a estrada para a descoberta das três amigas. Existe uma Índia diferente para cada uma. A de Luna é mais urgente, sem tempo para desvios, material. Já a de Sofia é o que vier pela frente, sem expectativas ou planos práticos, terra de férias da vida real. Por outro lado, a de Ana é espaço para uma viagem interior a mexer em suas crenças.

    Três mulheres à deriva que perdem as certezas nessa viagem em direção a uma ideia de Bollywood, mas também de felicidade. No caminho, tomamos contato com uma Índia diferente da apresentada por Danny Boyle em Quem Quer Ser um Milionário?: O cenário é o mesmo, mas a oposição está no discurso. Em vez de terra para uma aventura de superação da pobreza – proposta da produção britânica –, temos no filme de Beatriz Seigner uma paisagem propícia à reflexão sobre a existência.

    Todos nós temos a nossa Bollywood – não o paraíso cinematográfico, mas o cenário para revisão dos objetivos de vida. Assim como o mestre Manuel Bandeira rascunhou a sua Pasárgada, onde terá a mulher que quer na cama que escolher.

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