O SORRISO DE MONA LISA

O SORRISO DE MONA LISA

(Mona Lisa Smile)

2003 , 117 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mike Newell

    Equipe técnica

    Roteiro: Lawrence Konner, Mark Rosenthal

    Produção: Deborah Schindler, Elaine Goldsmith-Thomas, Paul Schiff

    Fotografia: Anastas N. Michos

    Trilha Sonora: Rachel Portman

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Revolution Studios

    Elenco

    Dominic West, Ginnifer Goodwin, John Slattery, Julia Roberts, Julia Stiles, Kirsten Dunst, Maggie Gyllenhaal

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O nome do filme é O Sorriso de Mona Lisa, mas bem que poderia ser Sociedade das Poetisas Mortas. Sociedade... e Sorriso... são muito parecidos em suas formas e conteúdos, mas com uma marcante diferença: o primeiro já foi feito há muito tempo, deixando o segundo com um forte sabor de dejà vu.

    Assim como Sociedade dos Poetas Mortos, O Sorriso de Mona Lisa também é ambientado nos anos 50. Mais precisamente em 1953, quando começa a história de Katherine (Julia Roberts) uma professora que se muda da Califórnia para o campus da Facudade de Wellesley, na Nova Inglaterra, para lecionar história da arte. Entusiasmada e cheia de idéias, Katherine não sabia que iria encontrar no novo emprego toda uma linhagem de alunas inteligentes, cultas, letradas... mas que tinham como objetivo de vida unicamente casar com um bom partido e levar uma vida fútil. O conflito entre alunas e mestra é imediato e inevitável. De um lado, uma mulher determinada, até certo ponto liberada, e confiante nos novos destinos da condição feminina. Do outro, dezenas de "pré-peruas" prontas a entrar na alta sociedade e sem nenhum vislumbre profissional. Em meio a elas, os anos 50, ponte entre um sofrido pós-guerra e os loucos anos 60. Momento em que o rock´n´roll, os milk-shakes e o consumismo preconiza uma nova era.

    O restante é muito fácil de prever: Katherine encorajando suas alunas a pensarem por si mesmas, o choque com a direção da escola, personagens coadjuvantes bem construídos, e uma impecável reconstituição de época. Tudo muito bem feito, com ótimo elenco, produção de primeira linha que incluiu até aulas sobre a etiqueta dos anos 50, mas sem novidade nenhuma. Esperava-se um pouco mais da direção do inglês Mike Newell, o mesmo de Quatro Casamentos e Um Funeral.

    Talvez que nunca tenha assistido a Sociedade dos Poetas Mortos possa curtir.

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